Os preços do trigo registraram alta no mercado internacional e doméstico, impulsionados pela perspectiva de uma oferta global mais apertada. O principal fator de sustentação foi o novo relatório do USDA, que reduziu a estimativa para a safra norte-americana ao menor patamar desde a temporada 1970/71.
No mercado brasileiro, a escassez de trigo remanescente da safra anterior, a chamada safra velha, manteve as cotações firmes e valorizadas. Por outro lado, a desvalorização recente do dólar frente ao real facilitou as importações do grão, atuando como um limitador para altas ainda mais expressivas nos preços pagos ao produtor nacional.
No cenário global, o USDA ajustou ligeiramente para baixo a produção mundial de trigo para a safra 2026/27, agora estimada em 819,96 milhões de toneladas. O volume representa um recuo de 2,8% em comparação com o ciclo anterior. Essa redução na oferta reflete as perdas produtivas severas nos Estados Unidos e no Canadá, perdas que foram apenas amortecidas pelas revisões positivas nas safras da Rússia e da Ucrânia.
A situação nos Estados Unidos é a que mais preocupa o abastecimento global. A produção estimada para o país caiu para 41,81 milhões de toneladas, um recuo drástico de 22,6% em relação à temporada passada. A confirmação deste volume consolidará a pior colheita da triticultura norte-americana em mais de 50 anos, adicionando forte pressão sobre o balanço de oferta e demanda do cereal.
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