Segundo dados divulgados pelo IBGE e compilados pelo Cepea, a produção brasileira de ovos para consumo iniciou 2026 em ritmo mais moderado. Entre janeiro e março deste ano, o país produziu 995,5 milhões de dúzias, volume que representa recuo de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025.
Na comparação com o último trimestre do ano passado, a queda foi mais acentuada. O volume produzido no primeiro trimestre de 2026 ficou 3,8% abaixo do registrado entre outubro e dezembro de 2025, indicando uma redução da disponibilidade interna do produto.
Menor oferta sustenta valorização
De acordo com o Cepea, a menor oferta de ovos no mercado doméstico contribuiu para a elevação das cotações no início deste ano. O movimento foi observado entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, período marcado por um cenário de oferta mais ajustada.
Entre janeiro e março, a média dos ovos brancos tipo extra, comercializados na modalidade FOB em Bastos (SP), alcançou R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias. O valor representa alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior, considerando os dados deflacionados pelo IGP-DI de maio de 2026.
No caso dos ovos vermelhos, a valorização foi ainda mais intensa. Segundo o Cepea, a média ficou em R$ 167,04 por caixa com 30 dúzias na praça paulista, avanço real de 11,5% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Mercado acompanha oferta ajustada
A combinação entre menor produção e disponibilidade mais restrita ajudou a sustentar os preços no mercado nacional durante os primeiros meses do ano. O cenário reforça a influência da oferta sobre a formação das cotações e mantém a atenção dos agentes do setor avícola quanto ao comportamento da produção ao longo de 2026.
Os dados analisados pelo Cepea mostram que, mesmo diante de um recuo relativamente pequeno na produção em relação ao ano passado, o ajuste na oferta foi suficiente para impulsionar os preços dos ovos brancos e vermelhos no mercado brasileiro.