Os resultados das pesquisas trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), consolidaram o protagonismo absoluto do Paraná na produção nacional de proteína animal. O setor avícola de corte registrou marcas históricas no primeiro trimestre de 2026, posicionando o estado na liderança isolada de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
De acordo com a Pesquisa Trimestral de Abates de Animais, o abate nacional de frangos de corte alcançou a marca recorde de 1,707 bilhão de cabeças entre janeiro e março. O volume representa uma alta de 3,6% em relação a igual período do ano anterior, significando um incremento de 59,89 milhões de aves processadas nas plantas frigoríficas do país. Em termos de volume de carne, a produção brasileira somou 3,734 milhões de toneladas, um avanço de 6,9% na mesma base de comparação.
Hegemonia paranaense no campo e nas granjas
A região Sul manteve o domínio do setor ao responder por 60,1% do abate nacional de aves. O Paraná, como líder do ranking, participou individualmente com 35% do abate em número de cabeças e por 36,1% de toda a carne de frango produzida em território nacional. De janeiro a março, as integrações paranaenses entregaram 1,348 milhão de toneladas de carne de frango, um crescimento expressivo de 7,8% sobre as 1,250 milhão de toneladas registradas no primeiro trimestre de 2025.
Outro dado estratégico revelado pelo boletim diz respeito ao mercado de ovos. Enquanto o estado ocupa a oitava colocação na produção de ovos voltados ao consumo humano (com 51,468 milhões de dúzias), a estrutura avícola paranaense apresenta uma dinâmica altamente especializada. Do total de 489 granjas pesquisadas pelo IBGE no Paraná, 68,9% (337 estabelecimentos) são dedicadas exclusivamente à produção de ovos para incubação, segmento responsável pelo abastecimento de pintos de corte. Nessa categoria de alta tecnologia biológica, o Paraná é o líder nacional isolado, respondendo por 30,9% do mercado do país, com 67,882 milhões de dúzias produzidas no trimestre.