A horticultura consolidou-se como um dos pilares de sustentação socioeconômica para o interior do Paraná, desempenhando um papel estratégico na geração de empregos e na fixação de renda tanto no meio rural quanto nas áreas urbanas. O Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab-PR), aponta que o segmento foi responsável por movimentar mais de R$ 10 bilhões. Esse montante equivale a uma fatia de 4,8% de todo o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do estado, que atingiu a marca global de R$ 212,6 bilhões.
A composição do faturamento da horticultura paranaense distribui-se entre três grandes frentes exploradas pelos produtores locais: a olericultura, a fruticultura e a floricultura.
Olericultura: Tomate e batata lideram os negócios
O cultivo de hortaliças desponta como o braço mais forte do setor. Sozinha, a olericultura movimentou R$ 5,8 bilhões, o que representa uma participação de 2,7% no VBP total do estado. O monitoramento do órgão abrange o desempenho de mais de 50 variedades de vegetais e legumes nas lavouras.
A liderança econômica do segmento pertence ao tomate, que gerou R$ 954,3 milhões em valor bruto, abocanhando uma fatia de 17% do mercado de olericultura. Logo em seguida aparece a batata, com uma receita de R$ 671,8 milhões e participação de 12%. Os demais produtos da horta somados somam R$ 3,9 bilhões, correspondendo a 71% das transações dessa cadeia.
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Fruticultura: Laranja e morango são os destaques
O monitoramento das 37 fruteiras acompanhadas tecnicamente pelo Deral mostra que a fruticultura respondeu por uma quota de 2% no VBP agropecuário paranaense. A laranja manteve o posto de principal referência financeira do setor, registrando um faturamento bruto de R$ 1,3 bilhão, o equivalente a 30,7% do segmento.
A segunda posição ficou com o cultivo de morango, cuja renda bruta nas propriedades alcançou R$ 726,4 milhões (17,1% do total). O grupo das cinco principais frutas cultivadas no estado é completado pela uva (R$ 389,7 millions; 9,2%), tangerina (R$ 278,9 milhões; 6,6%) e goiaba (R$ 263,5 milhões; 6,2%). Juntas, essas cinco culturas concentram 69,7% de todo o valor financeiro da fruticultura do Paraná.
Floricultura e relevância regional
A exploração comercial de flores e plantas ornamentais, com o acompanhamento de mais de 40 espécies diferentes, movimentou R$ 271 milhões. Embora represente um quinhão tímido de 0,1% no balanço econômico geral da agropecuária do estado, a atividade possui relevância concentrada.
De acordo com a análise técnica do engenheiro agrônomo Paulo F. de Souza Andrade, os números gerais da horticultura podem parecer diluídos quando colocados lado a lado com a alta densidade das cadeias de grãos e de proteínas animais do Paraná. No entanto, a importância real do setor se sobressai no desenvolvimento regional e capilarizado, movimentando os mais diversos elos das cadeias de fornecimento e garantindo a sustentabilidade financeira de pequenas propriedades rurais.
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