As exportações brasileiras de carne suína registraram avanço de 12,5% em faturamento e de 14% em volume no acumulado de janeiro a maio de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), compilados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), mostram que a receita gerada no primeiro pentamestre somou US$ 1,530 bilhão, superando os US$ 1,360 bilhão de 2025. O volume total embarcado subiu de 564.446 toneladas para 643.721 toneladas, compensando uma queda de 1,4% nos preços médios internacionais, cotados a US$ 2.376,19 por tonelada.
Liderança do Produto In Natura e Desempenho do Paraná
A carne suína in natura (carcaças e cortes) representou 88,3% das vendas externas do país, totalizando 568.423 toneladas (+11,8%) e gerando receita de US$ 1,427 bilhão (+11,7%). O preço médio desta categoria ficou estável, com leve oscilação negativa de 0,2%, fechando em US$ 2.510,45 por tonelada. Os produtos industrializados tiveram uma participação marginal, somando apenas 4.876 toneladas (0,8%).
O Paraná consolidou-se como o terceiro maior exportador da suinocultura nacional. O estado embarcou 98.867 toneladas nos primeiros cinco meses de 2026, volume 9% superior às 90.725 toneladas registradas em igual período de 2025. A receita cambial paranaense subiu 1,1%, atingindo US$ 232,294 milhões. Assim como no cenário nacional, o resultado financeiro foi garantido pelo ganho de volume, já que o preço médio da carne suína do estado recuou 1,1% (US$ 2.349,56/t). Do total exportado pelo Paraná, 87,8% correspondeu ao produto in natura (86.836 toneladas), comercializado a um preço médio de US$ 2.529,84 por tonelada (-5,6%).
Cenário nos Estados e Principais Compradores
Relatório do AgriHub mapeia desafios e soluções para a suinocultura de MT
Exportação de carne suína atinge recorde no 1º semestre
Santa Catarina manteve a liderança nacional das exportações do setor, com 308.395 toneladas (+3% em volume e +6,2% em faturamento). O Rio Grande do Sul ocupou o segundo lugar com 167.072 toneladas, exibindo forte expansão de 38,4% em volume e 37,4% em receita. Abaixo do Paraná, aparecem o Mato Grosso em quarto lugar (20.849 toneladas; +37,9%) e Minas Gerais em quinto (18.849 toneladas; +33,3%).
No mercado internacional, as Filipinas lideraram como o principal destino da carne suína brasileira de janeiro a maio de 2026, importando 181.457 toneladas (+47,3%) com faturamento de US$ 414,704 milhões (+50,6%). O Japão ficou na segunda posição, registrando um salto expressivo de 76,5% em volume (75.113 toneladas) e de 70,3% em receita (US$ 250,392 milhões). A China ocupou o terceiro posto com 52.860 toneladas, apresentando quedas severas de 34,3% em volume e de 33% em desembolso (US$ 118,236 milhões). Chile (4º) e Hong Kong (5º) completaram o grupo dos cinco principais compradores da proteína brasileira.
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