O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, revisou os números de área e produção para a segunda safra de milho 2025/26. De acordo com o relatório atualizado, a expectativa é de que o estado colha 17,6 milhões de toneladas do cereal, em uma área total cultivada de 2,91 milhão de hectares. No entanto, o avanço da colheita coincide com a chegada de frentes frias severas, que acendem o sinal de alerta para a maior parte das lavouras em solo paranaense. Até o momento, os trabalhos de campo avançaram sobre pouco mais de 86 mil hectares, o que representa apenas 3% da área total destinada à safrinha neste ciclo. O lento avanço inicial deixa a maior parte da produção exposta às intempéries climáticas de inverno. Segundo os técnicos do órgão estadual, das lavouras que ainda aguardam a entrada das colheitadeiras, 40% já atingiram a fase de maturação e apresentam risco muito baixo de perdas por frio.
Vulnerabilidade no campo e previsão do tempo
O risco real se concentra nos 60% restantes da área cultivada. O levantamento aponta que 58% do milho safrinha paranaense se encontra na fase de frutificação e 2% ainda em floração. Nessas etapas fenológicas, as plantas estão altamente suscetíveis a danos na formação dos grãos caso ocorram quedas bruscas de temperatura. O fenômeno já começou a ser registrado no estado. Na última quarta-feira (24 de junho), houve registro de geadas na metade sul do território paranaense, e as previsões meteorológicas indicam que as condições devem se repetir nos próximos dias. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a intensidade do fenômeno varia de fraca a moderada. Embora os técnicos avaliem que eventuais danos isolados não devem provocar alterações profundas ou cortes drásticos nos números finais da safra neste primeiro momento, o monitoramento na região Oeste — uma das principais produtoras do estado — foi intensificado devido ao perfil das lavouras locais.