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Milho

Geadas no Oeste colocam 60 por cento do milho safrinha em risco no PR

Com apenas 86 mil hectares colhidos, a maioria das lavouras do estado ainda se encontra em fases suscetíveis aos impactos de frentes frias
Geadas no Oeste colocam 60 por cento do milho safrinha em risco no PR
Trabalhos de campo chegam a 3% da área total enquanto produtores acompanham o clima na região Oeste.
Foto do autor Cássia Lombardi
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O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, revisou os números de área e produção para a segunda safra de milho 2025/26. De acordo com o relatório atualizado, a expectativa é de que o estado colha 17,6 milhões de toneladas do cereal, em uma área total cultivada de 2,91 milhão de hectares. No entanto, o avanço da colheita coincide com a chegada de frentes frias severas, que acendem o sinal de alerta para a maior parte das lavouras em solo paranaense. Até o momento, os trabalhos de campo avançaram sobre pouco mais de 86 mil hectares, o que representa apenas 3% da área total destinada à safrinha neste ciclo. O lento avanço inicial deixa a maior parte da produção exposta às intempéries climáticas de inverno. Segundo os técnicos do órgão estadual, das lavouras que ainda aguardam a entrada das colheitadeiras, 40% já atingiram a fase de maturação e apresentam risco muito baixo de perdas por frio.

Vulnerabilidade no campo e previsão do tempo

O risco real se concentra nos 60% restantes da área cultivada. O levantamento aponta que 58% do milho safrinha paranaense se encontra na fase de frutificação e 2% ainda em floração. Nessas etapas fenológicas, as plantas estão altamente suscetíveis a danos na formação dos grãos caso ocorram quedas bruscas de temperatura. O fenômeno já começou a ser registrado no estado. Na última quarta-feira (24 de junho), houve registro de geadas na metade sul do território paranaense, e as previsões meteorológicas indicam que as condições devem se repetir nos próximos dias. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a intensidade do fenômeno varia de fraca a moderada. Embora os técnicos avaliem que eventuais danos isolados não devem provocar alterações profundas ou cortes drásticos nos números finais da safra neste primeiro momento, o monitoramento na região Oeste — uma das principais produtoras do estado — foi intensificado devido ao perfil das lavouras locais.



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