O reajuste de 20,51% na tarifa de energia elétrica no Paraná, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tem gerado preocupação entre produtores rurais e entidades ligadas ao agronegócio. A nova tarifa entra em vigor a partir de 24 de junho e deve impactar diretamente os custos de produção no campo.
Representantes do setor agropecuário argumentam que o aumento ocorre em um contexto de frequentes reclamações sobre a qualidade do fornecimento de energia em áreas rurais. Entre os principais problemas relatados estão interrupções no abastecimento, oscilações de tensão e dificuldades que afetam atividades dependentes de energia elétrica.
O tema já foi debatido em audiências públicas realizadas em Curitiba e em Brasília, onde produtores e lideranças do setor apresentaram demandas relacionadas à melhoria da infraestrutura elétrica no meio rural. As discussões destacaram os prejuízos causados por falhas no fornecimento e seus reflexos sobre a produtividade das propriedades.
Segundo representantes do agronegócio, o reajuste supera a inflação registrada no período e aumenta a preocupação dos produtores em relação aos custos operacionais. A energia elétrica é considerada um insumo estratégico para diversas cadeias produtivas, especialmente em atividades que exigem refrigeração, automação, irrigação e processamento.
O setor também pretende buscar diálogo com autoridades e órgãos reguladores para discutir alternativas que reduzam os impactos do aumento e promovam avanços na qualidade do serviço prestado às áreas rurais.
A avaliação é que a melhoria da infraestrutura energética é fundamental para garantir maior competitividade ao agronegócio paranaense, reduzir prejuízos causados por interrupções no fornecimento e assegurar condições adequadas para o desenvolvimento das atividades produtivas no campo.