O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promoveu a Experiência Sou de Algodão, ação que reuniu 233 estudantes e professores de cursos de Moda de oito instituições de ensino em uma imersão pela cadeia produtiva do algodão no interior de São Paulo.
Durante os três dias de programação, os participantes visitaram as cidades de Paranapanema e Itaí, onde acompanharam diferentes etapas da produção, desde o cultivo no campo até o beneficiamento da fibra.
Participaram da experiência alunos e docentes das instituições Anhembi Morumbi, FAAL, UNIP, Universidade de Caxias do Sul (UCS), PUC-Campinas, Universidade de Sorocaba (Uniso), Centro Universitário Moura Lacerda e Senac SP.
A programação incluiu visitas à sede da Associação Paulista dos Produtores de Algodão (APPA), à Fazenda Olhos D’Água, em Itaí, e à Cooperativa Agroindustrial Holambra, em Paranapanema. O objetivo foi aproximar os futuros profissionais da moda da origem da matéria-prima utilizada pela indústria têxtil.
Segundo a diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi, a iniciativa busca ampliar a compreensão dos estudantes sobre a cadeia produtiva.
“A Experiência Sou de Algodão tem um papel fundamental ao aproximar estudantes da realidade da cadeia produtiva. Quando eles vivenciam o campo, entendem a dimensão do trabalho envolvido e passam a enxergar a moda de forma mais responsável e conectada com a origem da matéria-prima”, afirmou.
A gestora de relações institucionais do movimento, Manami Kawaguchi Torres, destacou que a proposta também contribui para fortalecer uma visão mais consciente sobre o setor.
“Mais do que apresentar o percurso do algodão, essa experiência desperta um olhar mais consciente sobre toda a cadeia. Os estudantes compreendem o seu papel como futuros profissionais e como podem contribuir para uma moda mais responsável e alinhada às boas práticas do setor”, ressaltou.
Ao longo da programação, professores e coordenadores das universidades participantes destacaram a importância da vivência prática para complementar o aprendizado desenvolvido em sala de aula.
Para Haroldo de Souza, coordenador da UNIP, o contato direto com o setor produtivo amplia a percepção dos alunos sobre a cadeia da moda. Já Déborah Serretiello, coordenadora acadêmica da área de Moda da Anhembi Morumbi, afirmou que a experiência permitiu aos estudantes compreenderem toda a estrutura existente por trás de uma peça de roupa.
A programação do dia 21 reuniu 85 participantes das instituições UCS, PUC-Campinas, Uniso e Moura Lacerda, com foco em temas ligados à rastreabilidade, sustentabilidade e responsabilidade na cadeia da moda.
Durante as visitas, os estudantes conheceram práticas adotadas no cultivo do algodão brasileiro, além de aspectos relacionados à organização da cadeia produtiva e ao impacto econômico e ambiental da atividade.
Já no encerramento da experiência, no dia 22, alunos do Senac SP participaram da imersão voltada ao entendimento das tecnologias utilizadas no campo e no beneficiamento da fibra.
A professora Daniela Nunes Figueira Belschansky destacou que o contato com todas as etapas da produção transforma a percepção dos alunos sobre a moda e sobre a importância de compreender a origem dos materiais utilizados pela indústria.
Criado pela Abrapa em 2016, o movimento Sou de Algodão busca estimular uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. A iniciativa também promove o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), certificação que atualmente abrange 79% da produção nacional de algodão e estabelece critérios ambientais, sociais e econômicos para a atividade.
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