A agropecuária do estado de São Paulo registrou um saldo positivo de contratações no mês de maio. De acordo com o relatório de acompanhamento mensal elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base nos dados do Novo Caged, o setor gerou 4.553 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 22.521 admissões contra 17.968 desligamentos no período.
Esse desempenho mensal garantiu ao agro o segundo maior saldo de empregos formais do território paulista no mês, ficando atrás apenas do setor de serviços, que encerrou o período com a criação de 15.063 postos. No entanto, o fluxo geral de contratações e demissões no campo foi inferior ao registrado em maio do ano passado, apresentando uma redução de 6,5% nas admissões e de 4,1% nas dispensas.
Apesar do saldo mensal positivo, o estoque total de trabalhadores ativos na agropecuária paulista registrou uma queda de 3,7% no comparativo de doze meses, totalizando 343.745 vínculos ativos — o equivalente a 2,3% do mercado de trabalho formal de São Paulo. Em contrapartida, o estoque geral de empregos do estado subiu 1,5% no período, alcançando 14,66 milhões de postos, impulsionado pela construção civil (+2,8%), serviços (+2,2%) e comércio (+1,1%).
Sazonalidade dita o ritmo e laranja lidera as contratações
O desempenho positivo do mês foi sustentado pelas atividades sazonais de colheita. A cultura da laranja liderou a abertura de vagas na agropecuária de São Paulo, respondendo por um saldo líquido de 2.499 postos, mesmo com o volume de contratações sendo 12,7% menor do que o apurado em maio do ano anterior. O cultivo de café também se destacou, registrando a abertura de 1.658 vagas líquidas, o que representa uma alta de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Nova portaria define preços mínimos para grãos e sementes das próximas safras
Balança comercial de MS registra superávit de US$ 1,03 bilhão
Em contrapartida, o segmento de serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita apresentou a maior perda de postos formais em maio, fechando 1.150 vagas de trabalho. O cultivo de milho também registrou retração, com o fechamento de 607 postos, seguido pelas atividades de pós-colheita, que encerraram 148 vagas.
No recorte sociodemográfico, as contratações do mês concentraram-se em trabalhadores jovens e de menor nível de escolaridade. A faixa etária de 18 a 24 anos representou 24,2% do saldo positivo do agro paulista, somando 1.102 novas vagas, seguida pelas faixas de 40 a 49 anos (+924) e de 50 a 64 anos (+911). Em relação à escolaridade, a maior fatia de contratações foi composta por profissionais com ensino fundamental incompleto, grupo que respondeu pela abertura líquida de 3.843 vínculos de trabalho na agropecuária do estado.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
