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Projeto de R$ 1,25 bilhão avança com licença para obras no RS

Empreendimento liderado por três cooperativas gaúchas terá capacidade para processar soja e produzir biodiesel, óleo e farelo, com previsão de gerar milhares de empregos

Projeto de R$ 1,25 bilhão avança com licença para obras no RS
Entrega da licença ambiental autoriza o início das obras da indústria de biodiesel da Soli3 em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação
Foto do autor Fernando Teixeira
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A intercooperação Soli3, formada pelas cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, recebeu a licença de instalação que autoriza o início das obras da nova indústria de processamento de soja voltada à produção de biodiesel em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. O documento foi entregue pelo governo gaúcho nesta quinta-feira (18), em cerimônia realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

A autorização marca a conclusão do processo de licenciamento ambiental junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e libera o início da implantação do empreendimento, que contará com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão. O complexo industrial terá capacidade para produzir biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento anual projetado em R$ 2,5 bilhões.

Segundo o presidente da Soli3 e da Cotripal, Germano Döwich, o projeto representa um passo importante para ampliar a participação das cooperativas no mercado de biocombustíveis e agregar valor à produção agrícola regional.

“Vamos transformar a soja produzida pelos nossos associados em produtos com maior valor agregado, gerando riqueza dentro do Estado e fortalecendo a economia regional”, destacou.

Projeto reúne mais de 35 mil cooperados

A Soli3 é resultado da união entre a Cotrijal, de Não-Me-Toque, a Cotripal, de Panambi, e a Cotrisal, de Sarandi. Juntas, as cooperativas atuam em mais de 100 municípios e reúnem mais de 35 mil associados, além de uma capacidade de armazenamento superior a 2,8 milhões de toneladas de grãos.

Para o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, o empreendimento representa um marco para o cooperativismo gaúcho.

“Será uma iniciativa histórica, capaz de transformar matéria-prima em produtos de maior valor agregado, gerando benefícios econômicos para as cooperativas e para o Rio Grande do Sul”, afirmou.

Obras começam em julho

O início das obras está previsto para 1º de julho, com os trabalhos de terraplanagem e instalação do canteiro de obras. O complexo ocupará uma área total de 138 hectares e terá cerca de 75 mil metros quadrados de área construída.

Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente mil empregos diretos. Após o início das operações, a indústria deverá manter 150 postos de trabalho diretos e cerca de 500 empregos indiretos.

O presidente da Cotrisal, Walter Vontobel, ressaltou que o projeto também terá papel importante no desenvolvimento econômico das regiões atendidas pelas cooperativas.

“Além de agregar valor à produção dos associados, a Soli3 será um importante vetor de geração de empregos, renda e fortalecimento da cadeia produtiva regional”, destacou.

Agregação de valor à soja

A nova indústria permitirá ampliar o processamento da soja produzida no Estado, reduzindo a exportação de grãos in natura e aumentando a oferta de produtos industrializados. O projeto também reforça a participação do Rio Grande do Sul na cadeia nacional de biocombustíveis, setor considerado estratégico para a redução da dependência de combustíveis fósseis.

Durante a cerimônia de entrega da licença, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a importância do investimento para o desenvolvimento econômico estadual.

“Estamos criando condições para atrair grandes empreendimentos, fortalecer cadeias produtivas estratégicas e gerar mais emprego, renda e oportunidades para os gaúchos”, afirmou.

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