As culturas de inverno seguem avançando no Rio Grande do Sul, favorecidas pelas boas condições de umidade do solo e pelas chuvas registradas nas últimas semanas. Entre elas, o trigo apresenta evolução significativa na semeadura, mas a expectativa é de redução da área cultivada em relação à safra passada, reflexo das restrições de crédito, dos elevados custos de produção e das incertezas climáticas para o ciclo.
Segundo informações da Emater/RS-Ascar, as lavouras já implantadas apresentam germinação satisfatória, emergência uniforme e desenvolvimento inicial adequado. Apesar disso, parte das áreas inicialmente planejadas para o cereal poderá ser destinada a outras culturas de inverno, plantas de cobertura ou sistemas pecuários.
Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, alcançando produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção de 3,45 milhões de toneladas, conforme dados do IBGE.
Aveia-branca mantém estabilidade
A implantação da aveia-branca está próxima da conclusão na maior parte das regiões produtoras do Estado. As condições climáticas têm favorecido o estabelecimento das lavouras, que apresentam estande adequado e baixa incidência de pragas e doenças.
As áreas mais adiantadas já iniciaram a fase de perfilhamento, enquanto os produtores realizam aplicações de nitrogênio em cobertura e demais manejos necessários para o desenvolvimento da cultura.
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De acordo com a Emater/RS-Ascar, a área destinada à aveia-branca deverá permanecer estável em parte das regiões, enquanto outras registram expansão moderada da cultura. Em 2025, foram cultivados 393,1 mil hectares, com produção de 935,6 mil toneladas.
Canola deve ampliar presença no campo
A canola é uma das culturas com perspectivas mais positivas para a safra de inverno. A semeadura está em fase final e deve ser concluída nos próximos dias.
As condições de umidade favoreceram a germinação e a formação de estandes satisfatórios na maior parte das áreas. Embora a baixa luminosidade e as temperaturas amenas tenham limitado o crescimento inicial em alguns locais, o potencial produtivo das lavouras é considerado bom.
A expectativa é de expansão significativa da área cultivada, impulsionada pelos resultados econômicos obtidos em safras anteriores e pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas produtivos. Em 2025, a cultura ocupou 174,3 mil hectares no Estado e produziu 285,4 mil toneladas.
Cevada perde espaço na safra
Na contramão da canola, a cevada deve registrar forte retração na área cultivada em 2026. A implantação da cultura está em fase final, mas a redução é estimada em mais de 30% na comparação com o ciclo anterior.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a menor atratividade comercial está relacionada à maior sensibilidade da cultura a problemas causados por fatores climáticos e fitossanitários, especialmente diante da possibilidade de influência do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.
Na safra passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32 mil hectares de cevada, com produtividade média de 3.622 quilos por hectare, consolidando-se como um dos principais produtores da cultura no país.
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