Filtre notícias por regiões: Nacional | Paraná | Goiás | São Paulo | Rio Grande do Sul | Mato Grosso | Mato Grosso do Sul | Minas Gerais | Nordeste |
NOTÍCIAS DO AGRO > rio-grande-do-sul > culturas-de-inverno

Semeadura de trigo avança, mas área deve cair no RS

Plantio segue dentro do calendário recomendado, mas custos elevados, crédito restrito e riscos climáticos reduzem o interesse dos produtores pelo cereal

Semeadura de trigo avança, mas área deve cair no RS
Lavouras de trigo já implantadas apresentam boa emergência e desenvolvimento inicial no Rio Grande do Sul. Foto: Emater-RS / Divulgação
Foto do autor Cássia Lombardi
Publicado em:

A semeadura do trigo segue avançando no Rio Grande do Sul dentro do calendário previsto pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). No entanto, a expectativa para a safra 2026 é de redução significativa da área cultivada, reflexo dos elevados custos de produção, das limitações de crédito e seguro rural e da crescente preocupação dos produtores com os riscos climáticos durante o ciclo de inverno.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras implantadas no início da janela recomendada apresentam condições satisfatórias de emergência e desenvolvimento inicial, com estandes adequados e bom crescimento vegetativo.

Publicidade

As atividades de preparo das áreas também seguem em andamento nas principais regiões produtoras do estado. Apesar disso, produtores têm demonstrado maior cautela nos investimentos, reduzindo a utilização de sementes fiscalizadas e aumentando a participação de recursos próprios para financiar a produção.

A área total destinada ao trigo na safra 2026 ainda está sendo levantada pela Emater/RS-Ascar. No ciclo anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1,16 milhão de hectares, alcançando produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção de 3,45 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE.

Aveia-branca mantém bom desempenho

A semeadura da aveia-branca já ocupa a maior parte da área prevista nas principais regiões produtoras do estado.

As condições climáticas registradas até o momento favoreceram a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras, que apresentam bom estande de plantas e baixa incidência de pragas e doenças.

Embora algumas áreas tenham registrado menor crescimento devido à redução da luminosidade, o potencial produtivo permanece preservado.

A expectativa é de manutenção ou leve aumento da área cultivada em relação à safra passada, impulsionada pela demanda por grãos e pela importância da cultura nos sistemas de rotação. Em 2025, o estado cultivou 393,1 mil hectares de aveia-branca e produziu 935,6 mil toneladas.

Canola deve ampliar espaço nas lavouras gaúchas

A semeadura da canola também avança e já se aproxima da fase final nas principais regiões produtoras.

As condições de implantação variam conforme a disponibilidade de umidade no solo, mas, de forma geral, as áreas estabelecidas apresentam boa germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo.

A Emater/RS-Ascar mantém a expectativa de forte expansão da área cultivada com canola em 2026. O crescimento é impulsionado pela busca dos produtores por alternativas econômicas para os sistemas de inverno e pela consolidação da cultura nos esquemas de rotação de culturas.

Na safra anterior, a cultura ocupou 174,4 mil hectares no estado, com produção de 285,4 mil toneladas e produtividade média de 1.653 quilos por hectare.

Cevada deve registrar forte retração

Entre as culturas de inverno, a cevada é a que apresenta o cenário mais desafiador para a próxima safra.

A implantação ainda está em fase inicial, mas a expectativa é de redução superior a 30% da área cultivada em comparação ao ciclo anterior.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a retração está relacionada à maior percepção de risco climático associada à possível influência do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.

Mesmo com contratos de integração oferecidos pela indústria cervejeira, muitos produtores demonstram menor interesse pela cultura.

Nas áreas já implantadas, entretanto, as condições de desenvolvimento inicial são consideradas positivas, com boa emergência e crescimento vegetativo. Em 2025, a cevada ocupou 32 mil hectares no Rio Grande do Sul, alcançando produtividade média de 3.622 quilos por hectare.

Comentários

...
Editor RuralNews
Vamos deixar essa matéria mais interessante com seu ponto de vista? Faça um comentário e enriqueça esse conteúdo...

Deixe seu comentário

Newsletter

Receba nossos resumos de notícias diários

Buscar no site

Publicidade

Leia também


Fala, agro!

Publicidade

Mais lidas

Publicidade
Banner publicitário