Dólar: R$ 3,6218 | Boi gordo (B3): RS 347,00 | Soja (Cascavel/PR): R$: 116,00 | Trigo (Guarapuava/PR): RS: R$116,00 | Milho (Paranaguá/PR): RS: 63,00 | Petróleo (Barril): R$: 442,05 |
NOTÍCIAS DO AGRO > rio-grande-do-sul > trigo

Produção de trigo no Brasil deve cair 20% em 2026

Estimativas da Conab indicam retração na área plantada, na produtividade e na produção nacional, enquanto preços seguem sustentados pela oferta restrita

Produção de trigo no Brasil deve cair 20% em 2026
Produtores avaliam investimentos na cultura diante das incertezas climáticas e da rentabilidade do trigo
Foto do autor Cássia Lombardi
Publicado em:

As incertezas climáticas e a preocupação com a rentabilidade da cultura continuam influenciando as decisões dos produtores e devem resultar em uma safra menor de trigo no Brasil em 2026. As projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam queda na área cultivada, na produtividade e na produção nacional do cereal.

De acordo com os dados divulgados pela Conab, a produção brasileira de trigo deve alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026. O volume representa recuo de 1,4% em relação à estimativa divulgada em maio deste ano e queda expressiva de 20% na comparação com a safra de 2025.

Área plantada e produtividade em baixa

A área cultivada com trigo no país está estimada em 2,12 milhões de hectares, redução de 1,1% frente à projeção anterior e de 13,4% em relação à temporada passada. A produtividade média também deve apresentar retração, ficando em 2,974 toneladas por hectare, resultado 0,4% inferior ao previsto no levantamento anterior e 7,6% abaixo da registrada na safra de 2025.

O cenário reflete a cautela dos produtores diante dos desafios climáticos e das margens mais apertadas da atividade, fatores que vêm reduzindo o interesse por ampliar investimentos na cultura.

Mercado segue sustentado

Enquanto as projeções para a próxima safra indicam menor produção, os preços do trigo em grão permanecem firmes no mercado brasileiro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a sustentação das cotações está ligada à reduzida disponibilidade do cereal no mercado spot.

Além disso, vendedores seguem adotando uma postura mais retraída, retendo o produto à espera de melhores oportunidades de comercialização. Esse comportamento contribui para manter os preços em patamares elevados, mesmo diante das expectativas para a nova safra.

Comentários
Buscar no site
Leia também

Fala, agro!

Mais lidas Rio Grande do Sul