As cotações da maçã seguem pressionadas no mercado brasileiro devido ao elevado volume da fruta armazenada, mesmo com a reta final da colheita da variedade fuji. Segundo levantamento do Cepea, os estoques permanecem acima do observado nas duas últimas safras, dificultando o escoamento da produção e mantendo os preços em queda.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as unidades beneficiadoras continuam operando com volumes elevados de fruta armazenada. Mesmo com a redução dos preços praticados, os classificadores enfrentam dificuldades para comercializar a produção, reflexo da maior oferta disponível nesta temporada.
O cenário de mercado saturado deve continuar nos próximos meses. Conforme o Cepea, a expectativa é que a pressão sobre as cotações permaneça ao menos até agosto, embora já existam sinais de redução gradual dos estoques a partir de julho.
A tendência é que, com a diminuição do volume disponível, os preços iniciem uma recuperação moderada. No entanto, altas mais significativas devem ocorrer apenas no segundo semestre, quando a oferta estiver mais ajustada à demanda.
Segundo o Cepea, a evolução do mercado dependerá principalmente da velocidade de escoamento dos estoques atuais, fator considerado fundamental para a retomada das cotações da fruta nos próximos meses.