Com o encerramento oficial da colheita da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, o mercado de arroz em casca entrou em uma nova etapa, agora marcada pelo foco nas estratégias de comercialização. Segundo levantamento do Cepea, o setor segue operando com baixa liquidez e pressão sobre os preços, em um cenário de cautela tanto por parte dos produtores quanto das indústrias.
Sem a necessidade de concentrar esforços nas atividades de campo, os agentes passam a monitorar mais atentamente o comportamento da demanda e as perspectivas para os próximos meses. Ainda de acordo com o Cepea, o ritmo das negociações permanece lento no mercado spot.
Entre os produtores, as estratégias seguem divididas. Parte dos orizicultores amplia a oferta de arroz para gerar caixa e cumprir compromissos financeiros de curto prazo. Outro grupo, porém, mantém postura mais retraída, avaliando que os preços atuais ainda não remuneram adequadamente os custos de produção da atividade.
Do lado comprador, a cautela também predomina. As indústrias demonstram interesse na aquisição do cereal, mas vêm reduzindo os valores ofertados em razão do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado no mercado interno.
Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, parte das empresas tem priorizado a compra de produtos já armazenados em suas próprias unidades, o que reduz o ritmo das negociações com novos lotes disponíveis no mercado.
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