Os trabalhos de implantação da safra de inverno avançaram de maneira expressiva no Rio Grande do Sul, aproximando-se da reta final nas principais praças produtoras. De acordo com o Informativo Conjuntural editado e divulgado pela Emater/RS-Ascar, a semeadura do trigo cobriu 83% da área total projetada para este ciclo, estimada em 814.220 hectares no Estado. Enquanto o plantio caminha para a conclusão nas zonas tradicionais, as regiões de maior altitude — que possuem uma janela recomendada pelo zoneamento agrícola mais tardia — operam em ritmo inicial e intermediário, seguindo as estratégias de escalonamento dos produtores rurais e o nível de umidade do solo.
De forma geral, o estande de plantas nas lavouras tritícolas é considerado satisfatório, exibindo um desenvolvimento vegetativo inicial compatível com o calendário de cultivo. O recente declínio das temperaturas e a ocorrência de geadas de fraca intensidade atuaram positivamente na fisiologia da cultura, estimulando o perfilhamento sem causar danos mecânicos ou perdas de biomassa. O único fator limitante apontado pelos técnicos da instituição tem sido o excesso de nebulosidade matinal, que reduz a incidência de radiação solar útil e desacelera o ritmo metabólico de crescimento das plantas em pontos específicos do território gaúcho.
Canola em expansão, estabilidade na aveia e retração severa na cevada
O balanço da Emater/RS-Ascar detalha o comportamento das demais culturas de inverno, revelando tendências de mercado e dinâmicas distintas de intenção de plantio para o ciclo:
Canola: A semeadura está tecnicamente encerrada no estado, restando apenas talhões marginais. O biotipo apresenta forte expansão de área, consolidando uma projeção de 353.397 hectares cultivados e produtividade média de 1.619 kg/ha. Os lotes mais precoces já iniciaram o florescimento. As chuvas causaram episódios isolados de lixiviação de nutrientes, mas as geadas não trouxeram prejuízos ao desenvolvimento.
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Aveia-branca: O plantio está em vias de conclusão, mantendo estabilidade de área na temporada com 387.697 hectares. Os plantios iniciais encontram-se em fase de perfilhamento e elongação do colmo, com potencial produtivo estimado em uma média estadual de 2.322 kg/ha.
Cevada: Em fase de finalização das plantadeiras, a cultura apresenta um cenário de acentuada retração em sua base geográfica no Rio Grande do Sul. A projeção oficial aponta uma área de cultivo de apenas 20.320 hectares, embora as lavouras remanescentes apresentem excelente teto fitossanitário e projeção de rendimento de 3.020 kg/ha.
