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Pecuarista afirma que restrição da União uropéia é medida protecionista

Para Lindonez Rizzotto, pecuarista e presidente da Padrão Beef, a competitividade da carne bovina brasileira é o principal fator das restrições impostas pela UE

Pecuarista afirma que restrição da União uropéia é medida protecionista
Segundo o pecuarista, o serviço de inspeção brasileiro é muito rigoroso e garante a qualidade da carne exportada à Europa Foto: Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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O governo brasileiro e o mercado de proteína animal recebeu com surpresa neste início de junho a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu.

Na opinião do pecuarista paranaense Lindonez Rizzotto essa restrição não é nada mais do que uma medida protecionista. "Eles já não queriam o acordo do Mercosul, porque não conseguem competir com os preços da carne brasileira", afirma Lindonez, que também é presidente da Padrão Beef, cooperativa de carnes paranaense que congrega 138 pecuarista de todo o Estado.

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A decisão foi confirmada em um documento o oficial publicado no Diário Oficial da UE na sexta-feira (05/06)e passará a valer a partir de 3 de setembro de 2026.Como o Brasil vive um momento muito bom no mercado internacional de carnes, isso aumenta a atenção do setor exportador e coloca os pecuaristas em alerta sobre os desdobramentos da medida.

No comunicado, a Comissão Europeia, afirmou o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais e aumentar o peso.

“Esse argumento para a restrição de que a Irlanda do Norte encontrou o hormônio Estradiol dentro de um lote de 128 quilos de carne é só uma desculpa. Isso pode ser até alguma coisa plantada para prejudicar o pecuarista brasileiro", afirma Rizzotto.

O serviço de inspeção brasileiro é muito rigoroso nesse sentido, principalmente quando se trata de produtos destinados à exportação. "A fiscalização jamais iria ser tênue nessas observações no que diz respeito à principal exportação de proteínas que o Brasil, que são as aves e bovinos", salienta.

Lindonez tem convicção de que, durante esses quase três meses que faltam para que o anúncio de restrição da União europeia se cumpra, o Ministério da Agricultura (MAPA), através dos órgãos de Vigilância Sanitária, irá provar que o argumento não tem fundamento.

"Nesse tempo, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal já estará com a documentação pronta pra provar isso", afirma.Para ele, a União europeia está tomando uma medida sionista.

"O Brasil tem hoje um programa de controle de resíduos biológicos muito eficiente e isso não iria de forma nenhuma passar. Até porque os períodos de carência dos antimicrobianos são rigorosamente observados e, periodicamente são coletados amostras de carne e amostras de todas as proteínas submetidos a esses exames.

O Governo Brasileiro concentra seus esforços agora em comprovar à União Europeia até setembro de 2026 o cumprimento das medidas sanitárias e impedir que a restrição entre em vigor.

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