A safra de citros avança no campo, mas a qualidade das laranjas colhidas até o momento desacelera o ritmo de compras por parte das indústrias de suco. Grande parte das frutas colhidas ainda não atingiu os patamares ideais de maturação — medidos pelos índices de ratio (relação entre açúcares e acidez) e Brix (teor de açúcar) — exigidos para o processamento em escala industrial.
Segundo analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a situação é confortável para o setor industrial, que trabalha com estoques de passagem relativamente elevados. Com isso, as processadoras operam sem urgência para originar matéria-prima neste momento e preferem aguardar a maturação adequada dos pomares.
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As negociações atuais ocorrem de forma pontual, focadas principalmente em variedades precoces. Essas frutas vêm sendo adquiridas pontualmente pelos laticínios e indústrias para realizar ajustes específicos de Brix nas linhas de montagem do suco.
Do lado dos citricultores, o clima é de cautela e apreensão. A necessidade de postergar a colheita para esperar a fruta atingir o padrão industrial gera receio no campo, já que a permanência prolongada das laranjas nos pés aumenta o risco de queda natural e perda de volume produtivo.
Apesar do compasso de espera, a expectativa do Cepea é de que a moagem e o volume de compras ganhem forte tração a partir de agosto, quando os pomares atingirem a janela ideal de colheita.
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