Os preços médios da carne de frango negociada na Grande São Paulo ficaram praticamente estáveis ao longo de maio, enquanto as cotações do frango vivo registraram valorização expressiva no mercado paulista. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o Cepea, a demanda pela carne de frango apresentou crescimento na primeira quinzena do mês, impulsionada pelo recebimento dos salários e pelo aumento tradicional do consumo nesse período. O movimento favoreceu a valorização dos cortes e do frango inteiro.
No entanto, ao longo da segunda metade de maio, a proteína avícola perdeu competitividade diante da queda nos preços das carnes bovina e suína. Com isso, a procura pelo produto diminuiu, limitando novos reajustes e mantendo praticamente estáveis os valores médios mensais do frango resfriado e congelado.
Reajuste na oferta impulsiona frango vivo
Enquanto a carne apresentou estabilidade, o mercado do frango vivo teve comportamento diferente. De acordo com os pesquisadores do Cepea, os produtores paulistas promoveram ajustes nos alojamentos para reduzir a oferta disponível, cenário que contribuiu para a recuperação dos preços.
A medida foi adotada após um período prolongado de excesso de oferta observado desde o fim do ano passado. Com menor disponibilidade de animais e cotações mais favoráveis da carne registradas em abril, os avicultores encontraram espaço para elevar os preços do frango vivo.
O resultado foi uma valorização significativa do animal comercializado em São Paulo, fortalecendo a rentabilidade do setor em um momento de ajustes na produção.
Competitividade segue no radar
Apesar da recuperação do frango vivo, o desempenho do mercado segue condicionado ao comportamento das proteínas concorrentes. A queda nos preços da carne bovina e suína ao longo de maio reduziu a atratividade da carne de frango para parte dos consumidores.
Segundo o Cepea, esse movimento explica por que a valorização observada no início do mês não se sustentou até o final do período, resultando em estabilidade nas médias mensais da proteína avícola comercializada na Grande São Paulo.
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