O custo do frete segue sendo o principal fator de diferença nos preços do trigo em Santa Catarina, mesmo diante de relativa estabilidade nas demais origens do cereal negociadas no mercado do Sul do país.
Segundo a TF Agroeconômica, o trigo catarinense é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em até 30 dias. No Paraná, as ofertas recuaram para uma faixa entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada no Sudoeste do estado. Já no Rio Grande do Sul, o trigo branqueador varia entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada.
Os custos logísticos ajudam a explicar parte dessas diferenças. O frete até os moinhos catarinenses chega a R$ 150 por tonelada no produto local e a R$ 170 por tonelada no trigo vindo do Paraná, enquanto o cereal gaúcho apresenta custo de transporte menor, em torno de R$ 80 por tonelada.
Mercado regional mostra firmeza
De acordo com a análise da TF Agroeconômica, o comportamento do mercado indica maior firmeza regional na formação dos preços, mesmo com parte da oferta ainda disponível.
Consumo recorde e quebra nos EUA pressionam estoques globais do trigo
Safra de trigo deve ser a menor em 5 anos e acende alerta
Plantio de trigo atinge 90% no Brasil e colheita avança no Cerrado
No mercado de balcão, os preços pagos ao produtor apresentaram comportamento misto nas principais regiões catarinenses. As cotações permaneceram estáveis em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, enquanto Rio do Sul e São Miguel do Oeste registraram alta.
Em São Miguel do Oeste, por exemplo, o preço ao produtor chegou a R$ 68 por saca, um dos maiores patamares observados no levantamento.
Segundo o boletim, o mercado catarinense demonstra resiliência, com ajustes pontuais conforme a demanda local e as condições regionais de comercialização.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
