A balança comercial do agronegócio brasileiro em julho de 2026, divulgada pelo Ministério da Agriculturae Pecuária, registrou exportações no valor de US$ 16,59 bilhões. O resultado representa um crescimento de 14% em comparação aos US$ 14,55 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.
Com esse desempenho, o setor gerou um saldo positivo de US$ 14,87 bilhões na balança comercial específica do agronegócio, superando os US$ 13,01 bilhões de 2025. Ao todo, os produtos agropecuários foram responsáveis por 45,7% do valor total exportado pelo Brasil no mês. Os dados são da AgroStat Brasil, a partir dos dados da SECEX/MDIC.
Soja e Carnes Lideram o Crescimento
O principal motor das receitas seguiu sendo o Complexo Soja, que exportou US$ 7,34 bilhões, marcando um aumento de 19,9% em valor e de 11,2% no volume embarcado (17,15 milhões de toneladas). Apenas a soja em grãos foi responsável por US$ 6,25 bilhões desse montante.
O setor de Carnes também apresentou um salto expressivo, alcançando US$ 3,3 bilhões nas vendas externas, uma alta de 36,2% ante 2025. Os grandes destaques dentro da categoria foram:
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Carne Bovina: Avanço de 37,6%, atingindo faturamento de US$ 1,95 bilhão.
Carne de Frango: Alta de 58,6%, totalizando US$ 969 milhões em receitas.
Carne Suína: Caminhou na contramão das demais proteínas, registrando queda de 8,6% e somando US$ 310 milhões.
Outros Destaques e Retrações
A balança revelou ainda um aumento expressivo no grupo de Fibras e produtos têxteis, fortemente puxado pelo algodão, com faturamento de US$ 391 milhões (+58,2%). O setor de Café apresentou uma alta tímida de 2,1%, fechando o mês com US$ 1,04 bilhão em vendas.
Por outro lado, o Complexo Sucroalcooleiro registrou o maior impacto negativo entre os principais produtos. As vendas do setor recuaram 25,4%, totalizando US$ 1,13 bilhão. Essa queda foi impulsionada pela diminuição de 24,2% nas receitas do açúcar (US$ 1,09 bilhão) e pela forte redução de 45,9% na comercialização de álcool (US$ 42 milhões).
No cenário das importações, o agronegócio brasileiro comprou US$ 1,71 bilhão do exterior, um acréscimo de 11,6% na comparação interanual. Entre os produtos mais importados destacam-se os cereais, farinhas e preparações (US$ 261 milhões), além de produtos oleaginosos (US$ 174 milhões).
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