O avanço gradual da colheita da safra irrigada tem ampliado a oferta de feijão carioca de melhor qualidade, favorecendo o abastecimento do mercado nacional. De acordo com informações do Centro de Pesquisas Econômicas Avançadas (Cepea), diante da expectativa de entrada de novos volumes nas próximas semanas, os compradores intensificaram a pressão por preços mais baixos.
No mercado de feijão preto, o cenário é de estabilidade e suporte. O encerramento da colheita no principal estado produtor e a postura firme dos vendedores mantêm as cotações sustentadas. Para complementar o abastecimento interno, o mercado conta com a entrada de lotes provenientes da Argentina.
Recorde histórico nas exportações
No front externo, as exportações brasileiras de feijão encerraram o primeiro semestre de 2026 em volume recorde. Os embarques totais somaram 149,27 mil toneladas, registrando a maior quantidade para o período em toda a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que teve início em 1997.
Apenas no mês de junho, os envios ao exterior totalizaram 33,30 mil toneladas, estabelecendo um novo recorde para o mês. Na outra ponta do comércio, as importações brasileiras somaram 7,68 mil toneladas, o que representa o maior volume internalizado para um mês de junho desde 2021.
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