O Chile, um dos maiores produtores de salmão do mundo, vive uma transformação na aquicultura impulsionada pela demanda internacional por alimentos produzidos com responsabilidade ambiental, rastreabilidade e transparência. O avanço dos critérios ESG nas cadeias globais de proteína animal tem levado o setor chileno a ampliar investimentos em soluções sustentáveis e certificações, especialmente na nutrição de peixes.
Nesse cenário, a produtora brasileira de Concentrado Proteico de Soja,CJ Selecta ampliou sua aproximação com o mercado local. A empresa desenvolve iniciativas para promover soluções sustentáveis na cadeia aquícola em colaboração com a Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), referência global em certificação de lavouras. A atuação conjunta, que soma mais de 178 mil toneladas de soja certificadas, busca evidenciar como práticas sustentáveis consolidam a competitividade internacional do setor.
Exigência dos mercados internacionais
A produção chilena atende mercados altamente exigentes, como Europa, América do Norte e Ásia, onde importadores valorizam a redução de impactos ambientais e a responsabilidade social. "Nesse contexto, certificações internacionais ganham relevância ao garantir maior transparência na origem dos ingredientes utilizados na alimentação animal", explica o CEO da fabricante de insumos, Alessandro Reis.
A evolução da aquicultura amplia a busca por produtos que reúnam desempenho produtivo e segurança. A adoção de insumos certificados fortalece toda a cadeia, desde as fábricas de ração até a entrega do pescado ao consumidor final.
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Avanço vegetal na nutrição de peixes
A cooperação reforça a conexão com a indústria aquícola, segmento em que os ingredientes de origem vegetal representam parcela relevante na composição das rações. Esse movimento acompanha o fortalecimento do setor nas iniciativas da associação certificadora: cerca de 50% dos novos membros incorporados em 2025 pertencem à aquicultura, e aproximadamente 80% dos novos locais certificados sob o padrão de Cadeia de Custódia na América Latina integraram operações aquícolas no mesmo período.
Paralelamente, a associação desenvolve um estudo voltado ao setor para acompanhar a evolução do mercado e apoiar modelos de abastecimento com menor pegada de carbono.
Segundo a diretora executiva da entidade certificadora, Marina Muscolo, a integração entre os elos produtivos é fundamental para impulsionar iniciativas em escala regional. Para a gerente de desenvolvimento de mercado da instituição na América Latina, Mariela Montoya, a valorização de ingredientes certificados demonstra que a sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito obrigatório para a competitividade do setor.
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