A semana começou com valorização para a soja na Bolsa de Chicago. Segundo o boletim informativo da Granoeste Corretora divulgado nesta manhã de segunda-feira, a posição de agosto registrava alta de 4 pontos, cotada a US$ 11,96 por bushel. O movimento dá sequência ao desempenho positivo da semana anterior, que fechou com ganhos de 5% nos contratos de vencimento mais curto.
O relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe poucos fatos novos, mas o mercado reagiu aos estoques norte-americanos, que vieram menores do que o esperado e abaixo do ano anterior, na faixa de 8,44 milhões de toneladas. O recuo nos estoques ocorre mesmo com a projeção de uma colheita expressiva nos EUA de 121,8 milhões de toneladas — volume 1,0 milhão de toneladas acima do previsto em junho e quase 6,0 milhões de toneladas maior que o ciclo passado.
O cenário internacional de alta também é sustentado pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, com a retomada de conflitos na região, e por rumores de novas aquisições de soja norte-americana por parte da China. O relatório do USDA projeta que as importações chinesas atinjam 118,0 milhões de toneladas no ciclo 2026/27, superando as 113,0 milhões de toneladas de 2025/26. Pelos próximos 60 dias, as atenções globais se voltam para o clima no Meio-Oeste dos EUA, onde previsões indicam redução de chuvas em áreas importantes durante o período mais decisivo para a produtividade.
Ritmo no mercado nacional e previsões para o brasil
Conforme a análise da Granoeste Corretora, a projeção do USDA para a próxima safra brasileira é de 186,0 milhões de toneladas — acima das 180,0 milhões de toneladas colhidas no último ciclo —, com expectativa de exportar 118,0 milhões de toneladas.
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No mercado físico interno, o ritmo de negócios tende a seguir comedido. Os produtores brasileiros que ainda guardam o grão em estoque evitam pressa, apostando na evolução do risco climático nos EUA, no início da entressafra nacional e nos potenciais impactos do El Niño, que pode atrasar o regime de chuvas no Centro-Oeste e, consequentemente, o plantio da nova safra.
Nos portos, os prêmios mantêm indicações positivas: entre 95 e 105 pontos no spot; de 100 a 115 pontos para agosto; e entre 105 e 120 pontos para setembro. No balizamento de preços, as indicações de compra no oeste do Paraná abriram entre R$ 132,00 e R$ 135,00 por saca. Já no porto de Paranaguá, os valores oscilam na faixa de R$ 142,00 a R$ 145,00, variando conforme as condições de prazo de pagamento, localidade no interior e cronograma de embarque.
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