O mercado do milho abriu a semana em terreno positivo na Bolsa de Chicago (CBOT). De acordo com o boletim matinal da Granoeste Corretora, o contrato com vencimento em setembro registrava ganho de 4 pontos no intervalo desta segunda-feira, cotado a US$ 4,44 por bushel. O movimento dá sequência à tendência da semana anterior, que fechou com valorização de 4%.
Esse tom positivo é alimentado pelo retorno dos investidores às compras na CBOT, impulsionados pela firmeza nos preços do petróleo e por dados favoráveis do relatório de oferta e demanda de julho do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O órgão norte-americano reduziu a projeção dos estoques de milho do país para 45,5 milhões de toneladas — um recuo de quase 4,5 milhões de toneladas frente a junho e cerca de 6,0 milhões de toneladas abaixo do registrado no fechamento da temporada passada.
No entanto, o foco central do mercado internacional segue nas previsões climáticas para o Meio-Oeste dos EUA, que indicam perda de umidade do solo em amplas áreas de cultivo nos próximos dias. Assim como na soja, os próximos 60 dias serão determinantes para consolidar o potencial produtivo da safra norte-americana, estimada globalmente com 432,4 milhões de toneladas.
Avanço da safrinha e movimentação no mercado brasileiro
Conforme os dados detalhados pela Granoeste Corretora, as estimativas do USDA para o Brasil apontam para estabilidade entre os ciclos. A safra atual está avaliada em 138,0 milhões de toneladas, com exportações previstas em 43,0 milhões de toneladas. Para a nova temporada, o órgão projeta uma colheita de 139,0 milhões de toneladas e vendas externas de 44,0 milhões de toneladas.
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No cenário financeiro nacional, a Bolsa brasileira (B3) acompanhou o ritmo externo de altas. O vencimento de julho operava a R$ 64,95 (contra R$ 64,72 do fechamento anterior) e o de setembro subia para R$ 67,95 (ante R$ 67,25 do anterior). Paralelamente, o câmbio mantinha estabilidade, cotado a R$ 5,11, após fechar a sessão anterior em R$ 5,107.
Já no mercado físico doméstico, os negócios seguem em ritmo lento. O cenário é marcado pela intensificação da colheita, o que eleva o volume de grãos que chega aos armazéns. No oeste do Paraná, as indicações de compra abriram na faixa entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca. Para o porto de Paranaguá, os preços sugeridos variam de R$ 65,00 a R$ 67,00, a depender dos prazos de pagamento e da localização exata dos lotes no interior.
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