O mercado internacional da soja tenta abrir espaço para uma recuperação técnica na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (25/06), operando com ligeira alta e cotado na casa dos US$ 11,11 por bushel. De acordo com o boletim matinal da Granoeste Corretora, o movimento tenta estancar as perdas da sessão anterior, quando os preços desabaram e fecharam o dia com baixas entre 6 e 8 pontos.
Os analistas da Granoeste Corretora apontam que o cenário externo segue pressionado por fatores conhecidos: as lavouras dos Estados Unidos apresentam bom desenvolvimento até aqui, a demanda da China passa por um momento de acomodação e as cotações internacionais do petróleo recuaram para os menores níveis desde o fim de fevereiro. Nas próximas semanas, o foco total migrará para o "mercado climático" americano, já que julho e agosto marcam o período mais crítico para o potencial produtivo da safra, sob o risco de ondas de calor e baixa umidade no solo do Meio-Oeste.
Além do clima, o mercado global se posiciona para a divulgação de dois relatórios cruciais do USDA no dia 30 de junho, que trarão a área plantada oficial nos EUA e a atualização dos estoques trimestrais na posição de 1º de junho.
O cenário no Brasil: Câmbio forte e prêmios em alta sustentam praças
No mercado doméstico brasileiro, o cenário corre de forma descolada das perdas de Chicago, oferecendo oportunidades mais atrativas para o produtor. O grande motor dessa sustentação é a expressiva valorização do dólar comercial, que ultrapassou a marca de R$ 5,20 e atingiu o seu maior nível desde o final de março.
Soja volta a US$ 12 na Bolsa de Chicago com demanda e clima nos EUA
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Plantio de soja em MS começa em setembro sob alerta de El Niño
Aliado ao câmbio, os prêmios nos portos brasileiros seguem firmes. Para embarque imediato (spot), as indicações nos terminais variam de 80 a 95 pontos acima de Chicago. Para o mês de agosto, os valores sobem para a faixa de 100 a 110 pontos, enquanto as posições para setembro são indicadas entre 110 e 125 pontos.
Nas praças de comercialização do interior, o reflexo dessa combinação garante estabilidade. As indicações de compra no oeste do Paraná abriram o dia cotadas entre R$ 125,00 e R$ 127,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as ofertas de compra se posicionam na faixa de R$ 136,00 a R$ 139,00 por saca, oscilando conforme os prazos de pagamento contratados, além do local e do período de embarque definidos para o lote.
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