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Soja

Preço da soja tem suporte no câmbio e bate R$ 139 em Paranaguá

Enquanto a Bolsa de Chicago sofre pressão do petróleo e da safra americana, a disparada do dólar acima de R$ 5,20 melhora a competitividade nas praças do Paraná
Preço da soja tem suporte no câmbio e bate R$ 139 em Paranaguá
Prêmios firmes nos portos ajudam a compensar a volatilidade das cotações internacionais.
Foto do autor Camilo Motter
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O mercado internacional da soja tenta abrir espaço para uma recuperação técnica na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (25/06), operando com ligeira alta e cotado na casa dos US$ 11,11 por bushel. De acordo com o boletim matinal da Granoeste Corretora, o movimento tenta estancar as perdas da sessão anterior, quando os preços desabaram e fecharam o dia com baixas entre 6 e 8 pontos.

Os analistas da Granoeste Corretora apontam que o cenário externo segue pressionado por fatores conhecidos: as lavouras dos Estados Unidos apresentam bom desenvolvimento até aqui, a demanda da China passa por um momento de acomodação e as cotações internacionais do petróleo recuaram para os menores níveis desde o fim de fevereiro. Nas próximas semanas, o foco total migrará para o "mercado climático" americano, já que julho e agosto marcam o período mais crítico para o potencial produtivo da safra, sob o risco de ondas de calor e baixa umidade no solo do Meio-Oeste.



Além do clima, o mercado global se posiciona para a divulgação de dois relatórios cruciais do USDA no dia 30 de junho, que trarão a área plantada oficial nos EUA e a atualização dos estoques trimestrais na posição de 1º de junho.

O cenário no Brasil: Câmbio forte e prêmios em alta sustentam praças

No mercado doméstico brasileiro, o cenário corre de forma descolada das perdas de Chicago, oferecendo oportunidades mais atrativas para o produtor. O grande motor dessa sustentação é a expressiva valorização do dólar comercial, que ultrapassou a marca de R$ 5,20 e atingiu o seu maior nível desde o final de março.

Aliado ao câmbio, os prêmios nos portos brasileiros seguem firmes. Para embarque imediato (spot), as indicações nos terminais variam de 80 a 95 pontos acima de Chicago. Para o mês de agosto, os valores sobem para a faixa de 100 a 110 pontos, enquanto as posições para setembro são indicadas entre 110 e 125 pontos.

Nas praças de comercialização do interior, o reflexo dessa combinação garante estabilidade. As indicações de compra no oeste do Paraná abriram o dia cotadas entre R$ 125,00 e R$ 127,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as ofertas de compra se posicionam na faixa de R$ 136,00 a R$ 139,00 por saca, oscilando conforme os prazos de pagamento contratados, além do local e do período de embarque definidos para o lote.

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