A Bolsa de Chicago (CBOT) registra perdas moderadas para as cotações do milho na manhã desta quinta-feira (25/06), com o vencimento julho operando na casa dos US$ 4,06 por bushel. O movimento dá sequência ao fechamento da sessão anterior, que acumulou recuos de 2 cents nos primeiros contratos. De acordo com o informativo matinal da Granoeste Corretora, o mercado internacional do cereal segue pressionado pelo tombo recente nos preços do petróleo e pelo bom desenvolvimento inicial da safra nos Estados Unidos.
A calmaria do clima americano, no entanto, pode estar com os dias contados. Os analistas da Granoeste Corretora destacam que o foco das mesas de operação se volta agora para as projeções meteorológicas de médio prazo, que cobrem os próximos dois a três meses, além da forte expectativa em torno dos relatórios oficiais do USDA sobre o tamanho do plantio e os estoques norte-americanos, previstos para o fim do mês. Na contramão do físico internacional, os contratos futuros na B3 operam mistos: o vencimento julho trabalha em leve baixa a R$ 64,10, enquanto o vencimento setembro sinaliza valorização, cotado a R$ 67,65.
Avanço da safrinha e o papel do câmbio no interior
No cenário nacional, a intensificação da colheita da safrinha nas principais regiões produtoras eleva a oferta disponível e atua como um fator natural de pressão de baixa sobre os preços físicos internos. Por outro lado, esse impacto é parcialmente amortecido pela firmeza do câmbio. O dólar opera em nova alta nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,21 (após fechar a sessão anterior a R$ 5,20), um patamar que melhora a competitividade do grão brasileiro no mercado de exportação e acelera a busca pela paridade internacional.
Nas praças do Sul, o ritmo de negócios segue cadenciado e alinhado a essa conjuntura de forças. No oeste do Paraná, as indicações de compra abrem o dia orbitando na faixa entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, o referencial para os lotes destinados ao mercado externo se posiciona na faixa de R$ 63,00 a R$ 66,00 por saca — valores que oscilam diretamente de acordo com os prazos de pagamento acordados e com a localização do lote no interior do estado.