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Logística

Governo lança corredor logístico com a Bolívia para escoar safra

Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico foca no escoamento pelo oeste do país e promete baratear envio de grãos e carnes para a Ásia.
Governo lança corredor logístico com a Bolívia para escoar safra
Nova rota reduz a dependência dos portos do Atlântico e abre caminho direto rumo aos mercados asiáticos.
Foto do autor Cássia Lombardi
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou nesta semana a criação do Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico. A portaria, assinada em Brasília, institui uma estratégia para conectar o coração produtivo do país aos portos do Oceano Pacífico, cruzando o território boliviano. A iniciativa atende a uma demanda histórica do setor produtivo e surge como uma alternativa viável para reduzir custos de frete, encurtar distâncias marítimas e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, com foco especial na Ásia.

Para os estados do Centro-Oeste e regiões fronteiriças, o programa redesenha o mapa do escoamento nacional. O plano prevê a consolidação de corredores logísticos transfronteiriços, elegendo o município de Vila Bela da Santíssima Trindade como ponto estratégico de saída na chamada Rota 3/Rondon. A partir desse nó logístico, a produção de grãos e carnes se conectará à malha viária boliviana em direção a San Ignacio, seguindo até os terminais portuários do Pacífico.



Menos dependência dos portos tradicionais

A consolidação desse novo corredor cria uma rota de fuga frente aos gargalos históricos enfrentados nas saídas tradicionais do país, muitas vezes sobrecarregadas no pico da safra. De acordo com lideranças da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o projeto resolve o principal calcanhar de Aquiles da região central do Brasil: o isolamento geográfico e a distância dos portos atlânticos.

Além de agilizar o transporte de commodities agrícolas, o acordo de cooperação econômica promete estreitar as relações comerciais e sanitárias entre os dois países. Pelo fluxo reverso da rota, o agronegócio brasileiro poderá ampliar significativamente o acesso a insumos estratégicos essenciais, como os fertilizantes, estimulando o desenvolvimento econômico nas faixas de fronteira. Atualmente, o governo estadual já avança com obras de pavimentação asfáltica até a divisa e o próximo passo regulatório será a criação de um Comitê Gestor, liderado pela Secretaria-Executiva do Mapa, para coordenar os investimentos em infraestrutura e desburocratização aduaneira.

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