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Colheita pressiona milho, mas dólar favorece exportações

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos e avanço da colheita brasileira, enquanto câmbio acima de R$ 5,20 dá suporte às exportações
Colheita pressiona milho, mas dólar favorece exportações
Valorização do dólar melhora a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.
Foto do autor Camilo Motter
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O mercado do milho opera com leves ganhos nesta quarta-feira (24) na Bolsa de Chicago. Segundo análise da Granoeste Corretora, os contratos registram alta entre 1 e 2 pontos, com o vencimento julho negociado em torno de US$ 4,11 por bushel, após encerrar a sessão anterior com perdas entre 1 e 2 centavos.

Apesar da recuperação técnica observada no mercado internacional, o cenário continua sendo influenciado pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas e pela queda dos preços do petróleo, movimento impulsionado pelo avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.



Safra dos EUA limita reação das cotações

O mercado internacional segue monitorando as condições das lavouras nos Estados Unidos, que apresentam desenvolvimento considerado favorável até o momento. Esse cenário reduz preocupações com a oferta futura e limita movimentos mais expressivos de alta nas cotações do cereal.

Além disso, a recente desvalorização do petróleo reduz parte da atratividade da produção de biocombustíveis, fator que também influencia a dinâmica dos preços do milho no mercado global.

Colheita avança e amplia pressão sobre preços no Brasil

No mercado brasileiro, o principal fator de atenção continua sendo o avanço da colheita da segunda safra. Com a entrada de volumes cada vez maiores no mercado, os preços permanecem pressionados em diversas regiões produtoras.

Segundo a Granoeste Corretora, o aumento da oferta disponível tem dificultado uma recuperação mais consistente das cotações internas, especialmente nas regiões com maior concentração de produção.

Na Bolsa Brasileira (B3), o contrato com vencimento em julho é negociado próximo de R$ 63,90 por saca, enquanto o vencimento setembro trabalha em torno de R$ 67,40 por saca, ambos com pequenas oscilações em relação ao fechamento anterior.

Câmbio ajuda exportações

A valorização do dólar frente ao real surge como um fator de sustentação para o mercado. A moeda norte-americana opera na faixa de R$ 5,21, após encerrar o pregão anterior com alta próxima de 1%, cotada a R$ 5,185.

Esse movimento melhora a competitividade do milho brasileiro nas exportações e contribui para aproximar os preços domésticos da chamada paridade internacional, importante referência para a comercialização do cereal.

Preços no Paraná

No Oeste do Paraná, as indicações de compra para o milho variam entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca, enquanto em Paranaguá os preços são indicados entre R$ 62,00 e R$ 65,00 por saca.

As variações dependem de fatores como prazo de pagamento, localização dos lotes e logística de entrega, aspectos que ganham ainda mais relevância durante o período de pico da colheita.

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