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Milho recua em Chicago com avanço da safra dos EUA

Mercado do milho acompanha o avanço da safra nos Estados Unidos, a chegada da safrinha ao mercado brasileiro e os impactos das tensões no Oriente Médio sobre as commodities

Milho recua em Chicago com avanço da safra dos EUA
Avanço da safrinha e bom desenvolvimento das lavouras nos EUA influenciam o mercado do milho.
Foto do autor Camilo Motter
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De acordo com boletim divulgado pela Granoeste Corretora nesta quarta-feira (4), o mercado internacional do milho opera com viés negativo após registrar novas perdas nos contratos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Os investidores seguem atentos principalmente ao avanço da safra norte-americana e aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio, que continuam influenciando o comportamento dos mercados globais.

A posição julho do milho era cotada a US$ 4,39 por bushel durante a manhã. Na sessão anterior, os principais vencimentos acumularam recuos entre 3 e 6 pontos. Já na Bolsa Brasileira (B3), o contrato julho era negociado a R$ 64,75 por saca, acima do fechamento anterior de R$ 64,56. O vencimento setembro avançava para R$ 67,25, frente aos R$ 66,96 registrados na sessão passada.

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Safra dos Estados Unidos segue no radar

A reta final do plantio norte-americano continua sendo um dos principais fatores acompanhados pelos agentes do mercado. Conforme os dados destacados pela Granoeste, 93% da área prevista já foi semeada, índice ligeiramente superior aos 92% observados no mesmo período do ano passado e também acima da média histórica para a época.

As condições climáticas permanecem favoráveis nas principais regiões produtoras, com boa distribuição de umidade e previsão de temperaturas mais elevadas nas próximas semanas. Esse cenário reforça a expectativa de uma safra robusta nos Estados Unidos e limita movimentos de alta nas cotações internacionais.

Oriente Médio influencia mercado de energia

Outro fator de atenção continua sendo a escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A retomada dos confrontos elevou a volatilidade nos mercados financeiros e provocou nova alta nos preços do petróleo.

O movimento tem impacto direto sobre o setor de biocombustíveis, especialmente o etanol de milho nos Estados Unidos, além de influenciar o fluxo de investimentos em commodities agrícolas.

Brasil acompanha avanço da safrinha

No mercado brasileiro, os primeiros volumes da segunda safra já começam a chegar aos armazéns. Indústrias e tradings seguem aguardando uma aceleração mais intensa dos trabalhos de campo antes de ampliar as compras.

A necessidade de competitividade nas exportações continua alinhando os preços internos às referências internacionais, cenário que ainda abre espaço para ajustes negativos em algumas regiões produtoras.

No Paraná, dados do Departamento de Economia Rural (Deral) apontam que 79% das lavouras de milho safrinha estão em boas condições. Outros 14% são classificados como regulares e 7% como ruins.

Em relação ao estágio das lavouras, 68% estão em formação de grãos, 17% em maturação, 12% em floração e 3% em desenvolvimento vegetativo. A produção estadual é estimada em 17,54 milhões de toneladas, acima das 16,96 milhões registradas no ciclo anterior.

No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 58 e R$ 61 por saca. Em Paranaguá, os negócios para o milho safrinha giram entre R$ 64 e R$ 67 por saca, dependendo das condições de pagamento e da localização dos lotes.

Câmbio dá suporte ao mercado interno

O dólar operava em alta nesta quarta-feira, cotado próximo de R$ 5,04, após encerrar a sessão anterior a R$ 5,009. A valorização da moeda norte-americana pode oferecer algum suporte aos preços domésticos, especialmente para operações voltadas à exportação.

Apesar disso, a combinação entre a entrada da safrinha, a expectativa de boa safra nos Estados Unidos e a necessidade de manter competitividade no mercado externo segue limitando movimentos mais consistentes de recuperação nas cotações do milho.

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Editor RuralNews
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