O faturamento da agropecuária brasileira dentro da porteira mantém o ritmo de crescimento e deve fechar o ano em patamares elevados. O levantamento mensal do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), divulgado em junho de 2026, estima o indicador nacional em R$ 1,4 trilhão. Os dados são preliminares e tomam como base o comportamento das safras e os preços recebidos pelos produtores acumulados até o mês de maio.
As lavouras continuam sendo o principal motor financeiro do campo, respondendo por R$ 893,1 bilhões, o equivalente a 64% de todo o VBP gerado no país. O segmento da pecuária responde pelos 36% restantes, somando R$ 511,1 bilhões em faturamento estimado nos estabelecimentos rurais.
A concentração de receita do agronegócio nacional se apoia em uma cesta restrita de cinco produtos principais. Juntos, soja, carne bovina, milho, cana-de-açúcar e frango geram R$ 956,6 bilhões, o que representa 68,3% do VBP total do Brasil.
Soja e bovinocultura lideram as receitas
A soja consolida sua posição como o item mais valioso da pauta agrícola, com faturamento estimado em R$ 335,8 bilhões — o que significa 23,9% de todo o indicador nacional. A bovinocultura de corte aparece logo em seguida no ranking, gerando R$ 249,5 bilhões (17,5% do VBP).
Rio Preto lidera Valor da Produção Agropecuária de SP
Tarifaço dos EUA exige diplomacia e não disputa política, diz Faesp
Agro paulista fecha maio com saldo positivo de empregos formais
O restante do grupo de liderança é composto pelo milho, com R$ 155,3 bilhões, seguido de perto pela cana-de-açúcar (R$ 108,7 bilhões) e pela avicultura de corte (R$ 107,3 bilhões).
Mato Grosso dita o ritmo nos estados
No balanço regionalizado por unidades da Federação, o Centro-Oeste e o Sudeste concentram os maiores volumes financeiros da produção:
Mato Grosso: Lidera o ranking nacional com R$ 213,5 bilhões, abocanhando sozinho 15,2% do faturamento do país devido ao peso das suas safras de grãos e pluma.
Minas Gerais: Ocupa a segunda posição com R$ 167,8 bilhões (12% do total), impulsionado pela diversidade entre grãos, café e pecuária leiteira.
São Paulo: Aparece em terceiro lugar, somando R$ 158,4 bilhões (11,3% do total), puxado fortemente pelos setores sucroenergético e citrícola.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
