As cotações do milho operam em terreno negativo na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta terça-feira. O contrato de setembro registra queda de 5 pontos, negociado a US$ 4,36 por bushel, devolvendo os ganhos moderados observados na sessão anterior. Segundo analistas da Granoeste Corretora, a desvalorização é motivada pela aversão global ao risco, que leva investidores financeiros a liquidarem suas posições no mercado de commodities, somada à melhora nas condições das lavouras norte-americanas. Por outro lado, a valorização do petróleo no mercado internacional ajuda a limitar perdas mais expressivas do cereal.
No mercado financeiro brasileiro, a B3 (BMF) apresenta estabilidade nos contratos de curto prazo. O vencimento de julho trabalha cotado a R$ 64,75 (frente ao fechamento anterior de R$ 64,73), enquanto o contrato de setembro registra leve recuo, cotado a R$ 67,65 (contra R$ 67,90 do fechamento anterior). O mercado de câmbio também influencia as negociações locais, com o dólar registrando queda de quase 1% e operando na casa de R$ 5,08, após encerrar a última sessão a R$ 5,13.
De acordo com o último relatório de progresso de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 68% das lavouras de milho do país estão em condições boas ou excelentes, o que representa um avanço de um ponto percentual em uma semana. Outros 24% estão em situação regular e 8% ruins ou péssimas. No mesmo período do ano passado, os índices eram de 74%, 21% e 5%, respectivamente. Em relação ao estágio de desenvolvimento, 34% das plantas estão na fase de floração (ante 32% em 2025) e 6% estão na fase de formação de grãos (mesmo índice registrado no ano anterior). O foco do mercado internacional segue concentrado no clima para o Meio-Oeste americano, onde há previsão de redução de umidade no solo e elevação das temperaturas nos próximos dias.
Colheita ganha ritmo e pressiona negócios no mercado físico
No mercado interno, os dados consolidados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimam a produção total brasileira de milho em 141,7 milhões de toneladas nesta temporada, superando as 141,2 milhões de toneladas do ciclo anterior. Desse total, a primeira safra responde por 29,6 milhões de toneladas, a segunda safra (safrinha) por 109,4 milhões de toneladas e a terceira por 2,7 milhões de toneladas. A demanda nacional segue aquecida, com o consumo interno projetado em 94,9 milhões de toneladas e as exportações estimadas em 46,5 milhões de toneladas.
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Atualmente, os trabalhos de colheita da safrinha avançam no país e atingem 38,9% da área semeada. Embora o ritmo esteja abaixo dos 41,7% registrados no mesmo período do ano passado e da média histórica de 46,7%, a entrada gradual de novos lotes de grãos nos armazéns e cooperativas tem pressionado o mercado físico.
A Granoeste Corretora destaca que o comércio doméstico segue lento, com compradores e vendedores negociando de forma pontual. No oeste do Paraná, as indicações de compra de milho oscilam entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca. Já para entrega no porto de Paranaguá, as ofertas de compra variam na faixa de R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca, dependendo das condições de pagamento e do local de embarque do lote no interior do estado.
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