Os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves perdas na manhã desta quinta-feira (16). Segundo o boletim de mercado da Granoeste Corretora, a posição com vencimento em setembro era negociada na casa dos US$ 4,47 por bushel. O movimento de ajuste ocorre após a sessão anterior registrar ganhos expressivos, fechando com valorizações entre 8 e 9 pontos nos primeiros vencimentos.
No ambiente financeiro nacional, os contratos negociados na B3 (BMF) trabalham perto da estabilidade. O vencimento de setembro opera cotado a R$ 68,20 (frente ao fechamento anterior de R$ 68,17), enquanto a posição para novembro é negociada a R$ 71,80 (ante R$ 71,81 da sessão anterior).
De acordo com o relatório da Granoeste, os agentes do mercado internacional continuam totalmente focados nas projeções meteorológicas para o Meio-Oeste norte-americano. Embora ocorra um alívio pontual nas temperaturas e chuvas recentes, as preocupações com o clima ainda se estendem pelos próximos 60 dias, período crítico em que prêmios climáticos de risco podem voltar a ser embutidos nos preços em Chicago.
Mercado brasileiro: Queda de braço entre comprador e vendedor na colheita
No cenário nacional, o mercado físico de milho segue em ritmo lento, mas a Granoeste Corretora sinaliza que o setor parece ter encontrado o "fundo do poço" para as cotações. Mesmo com a intensificação dos trabalhos de colheita da safrinha no campo e o consequente aumento da oferta física do grão, os produtores rurais brasileiros estão resistindo em fixar lotes a preços baixos e recusam ofertas de compra muito depreciadas.
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Essa queda de braço limita o volume de negócios diários, com o produtor preferindo estocar o milho à espera de momentos mais vantajosos para comercializar sua safra.
Nas praças físicas de comercialização, as indicações de compra no oeste do Paraná situam-se na faixa entre R$ 59,00 e R$ 60,00 por saca. Já para entrega no Porto de Paranaguá, as cotações nominais de compra oscilam de R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca. Essas condições variam conforme o prazo de pagamento acordado e a localização logística do lote no interior do país.
Paralelamente, o mercado de câmbio opera em alta nesta manhã, com o dólar cotado a R$ 5,09, após fechar a sessão anterior em R$ 5,078. A valorização da moeda norte-americana atua como um fator de suporte para os preços domésticos e para a competitividade das exportações do grão brasileiro nos portos.
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