O calendário oficial do estado de Goiás passa a contar com uma data dedicada ao fortalecimento e ao reconhecimento do protagonismo feminino na economia associativa. O Executivo estadual sancionou o projeto de lei que institui o Dia Estadual da Mulher Cooperativista. A Lei nº 24.451, publicada no Diário Oficial, estabelece o dia 15 de agosto para a celebração, integrando oficialmente o Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás.
A legislação é fruto do Projeto de Lei nº 24.589/25, de autoria do deputado estadual Delegado Eduardo Prado, aprovado em segunda votação na Assembleia Legislativa (Alego). O objetivo da medida é valorizar a participação feminina em um setor considerado estratégico para a inclusão produtiva, geração de renda e organização comunitária.
“Essa é mais uma iniciativa do nosso mandato em defesa do cooperativismo, setor que movimenta a economia, promove inclusão, gera emprego e renda e transforma a vida de milhares de famílias goianas”, destacou o parlamentar autor da proposta.
Homenagem à pioneira Diva Benevides Pinho
A escolha do dia 15 de agosto carrega um significado histórico para o movimento. A data é uma homenagem ao nascimento da professora Diva Benevides Pinho (1925–2008), uma das maiores referências intelectuais na difusão do cooperativismo no Brasil.
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Livre-docente e autora de obras fundamentais como “O Cooperativismo no Brasil – Da Vertente Pioneira à Vertente Solidária” (2003), Diva foi precursora ao mapear e defender a contribuição direta das mulheres para o desenvolvimento socioeconômico do país por meio da união em cooperativas. De acordo com a justificativa da proposta, a instituição do dia visa justamente estimular o debate prático e o desenho de políticas públicas que ampliem a ocupação de cargos de liderança por mulheres nas cooperativas goianas.
Protagonismo na prática: o exemplo da construção civil
O avanço desse modelo econômico em Goiás é exemplificado por iniciativas recentes de forte apelo de mercado. Goiânia sedia a Barunea, a primeira cooperativa de arquitetura do Brasil formada exclusivamente por mulheres.
Fundada por 11 arquitetas, a organização atua no mercado corporativo, na prestação de serviços de engenharia e construção civil, e no atendimento intercooperativo. O modelo mostra como a união de profissionais em formato de cooperativa consegue quebrar barreiras comerciais em setores historicamente masculinizados e gerar novos eixos de competitividade regional.
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