Segundo análise divulgada pela Granoeste Corretora, o mercado do milho começou a semana operando sem uma tendência definida. Enquanto o avanço do plantio nos Estados Unidos e o início da colheita da segunda safra no Brasil exercem pressão sobre as cotações, fatores como a forte demanda global pelo cereal e as tensões no Oriente Médio seguem oferecendo suporte ao mercado.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho eram negociados em torno de US$ 4,46 por bushel nesta segunda-feira. Na sessão anterior, os preços registraram perdas entre 7 e 9 pontos, encerrando a semana passada com recuo acumulado de 3,5%.
Colheita do milho atinge 80% e caminha para recorde no MT
Milho reage e opera em alta com olhar no clima dos EUA
Mapa corrige dados do Zarc do milho 1ª safra no RS após erro
Já na B3, os contratos futuros apresentavam leve alta. O vencimento julho era negociado próximo de R$ 65,60 por saca, enquanto setembro operava ao redor de R$ 68,25.
Brasil acompanha avanço da colheita da safrinha
No mercado interno, o foco está voltado para o início da colheita da segunda safra. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que os trabalhos em Mato Grosso atingiram 1,9% da área cultivada, avanço superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita alcançava 0,5%, e também acima da média histórica de 0,9%.
A entrada gradual do milho novo no mercado já influencia as negociações em algumas regiões produtoras. No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, os negócios para a safrinha giram entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca, dependendo das condições comerciais, prazos de pagamento e localização dos lotes.
De acordo com a Granoeste Corretora, a ampliação da oferta brasileira tende a continuar sendo um dos principais fatores de pressão sobre os preços nas próximas semanas, especialmente à medida que a colheita ganhar ritmo em mais regiões produtoras.
Cenário internacional segue dividindo atenções
No mercado externo, os investidores acompanham dois movimentos distintos. De um lado, o bom andamento do plantio da nova safra norte-americana reforça as expectativas de ampla oferta global nos próximos meses.
Por outro, a demanda internacional pelo cereal permanece aquecida, enquanto as tensões envolvendo o Oriente Médio aumentam a volatilidade dos mercados de commodities. O conflito na região tem contribuído para a elevação dos preços do petróleo, fator que também influencia o comportamento dos mercados agrícolas.
Além disso, o mercado monitora o comportamento do câmbio. Nesta segunda-feira, o dólar operava próximo de R$ 5,02, abaixo do fechamento anterior de R$ 5,045, movimento que também pode impactar a competitividade das exportações brasileiras de milho.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
