O mercado futuro do milho registra movimento de alta nas cotações nesta manhã de quarta-feira, impulsionado tanto pelas bolsas internacionais quanto pela B3, segundo apontam os dados da Granoeste Corretora. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato com vencimento em setembro avança 6 pontos, cotado a US$ 4,59 por bushel, estendendo os ganhos da sessão anterior. A valorização acompanha o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, responsáveis por cerca de um terço da produção mundial do cereal, que entram na fase mais sensível para a definição do teto produtivo.
Conforme levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 59% das lavouras de milho do país atingiram o estágio de floração e 13% iniciaram a fase de formação de grãos. Apesar de pontuais irregularidades climáticas nas áreas produtoras dos EUA, a avaliação geral das lavouras permanece positiva, com 67% das áreas classificadas em condições boas ou excelentes e apenas 9% em situação ruim ou péssima.
Mercado físico pressionado pelo avanço da colheita brasileira
Na B3 (antiga BMF), os contratos futuros do milho também acompanham o tom positivo: a posição para setembro opera em R$ 69,50 (frente ao fechamento anterior de R$ 69,12) e o vencimento para novembro atinge R$ 73,65 (contra R$ 73,41 da sessão passada). Segundo avaliação da Granoeste Corretora, o mercado físico brasileiro segue com ritmo de negócios lento, mas apresenta maior volume de oferta à medida que a colheita avança no país.
Esse cenário gera um cabo de guerra entre os agentes: enquanto vendedores tentam sustentar suas pedidas, as indústrias e compradores apostam que a necessidade de abrir espaço nos armazéns forçará o produtor a ceder nos preços em curto prazo. No oeste do Paraná, as indicações de compra figuram entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os valores de compra oscilam na faixa de R$ 65,00 a R$ 68,00 por saca, a depender da localização do lote no interior e do prazo de pagamento negociado. Ajudando a conter maiores oscilações, o dólar opera em leve queda no mercado cambial, cotado a R$ 5,06.
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