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Mercado do milho reage com petróleo e geadas no radar

Foto do autor Camilo Motter
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Mercado do milho reage com petróleo e geadas no radar
Mercado do milho acompanha relatório do USDA e impactos climáticos nas lavouras brasileiras.

Milho opera em alta com expectativa para relatório do USDA e atenção às geadas no Sul do Brasil

O mercado do milho voltou a registrar alta nesta terça-feira (13), segundo análise divulgada pela Granoeste Corretora. Na Bolsa de Chicago, o contrato julho era negociado durante a manhã a US$ 4,79 por bushel, avanço de quatro centavos em relação ao fechamento anterior.

De acordo com a Granoeste, o cenário internacional segue influenciado pelas tensões no Oriente Médio. A falta de acordo na região mantém o petróleo em alta e amplia a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, movimento que também acaba dando sustentação às commodities agrícolas.

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No mercado brasileiro, os contratos futuros operam próximos da estabilidade na B3. O vencimento julho era cotado a R$ 67,70 por saca, enquanto setembro trabalhava em R$ 70,15.

Segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o plantio da nova safra norte-americana de milho alcançou 57% da área prevista. O ritmo segue próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, quando atingia 59%, e acima da média histórica de 52%. Na última semana, o avanço foi de 19 pontos percentuais.

Mercado acompanha projeções globais

O mercado também aguarda a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta terça-feira. O documento marca as primeiras projeções oficiais para a safra 2026/27 nos Estados Unidos.

Analistas consultados pelo mercado estimam produção norte-americana de 405 milhões de toneladas na próxima temporada, volume 6,3% inferior às 432,3 milhões de toneladas registradas na safra 2025/26.

As estimativas apontam ainda estoques finais nos Estados Unidos em 49,8 milhões de toneladas, abaixo das 54 milhões previstas para o encerramento da atual temporada, em 31 de agosto.

No cenário global, os estoques mundiais de milho para a safra 2026/27 são projetados em 286,7 milhões de toneladas, frente às 296,5 milhões estimadas para a temporada atual.

Além das projeções internacionais, o mercado segue monitorando os impactos das geadas registradas nos estados do Sul do Brasil, principalmente sobre as lavouras da segunda safra.

Segundo a Granoeste Corretora, no mercado físico do Paraná, as indicações de compra no oeste do estado variam entre R$ 60 e R$ 62 por saca. Em Paranaguá, os preços da safrinha giram entre R$ 67 e R$ 69, dependendo do prazo de pagamento e da localização dos lotes.

O câmbio operava próximo da estabilidade nesta terça-feira, com o dólar cotado a R$ 4,89, praticamente no mesmo nível do fechamento anterior.

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Editor RuralNews
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