Desde 6 de outubro, a ANTT aplica fiscalização eletrônica do frete rodoviário em todo o país. Com isso, o sistema consegue multar embarcadores contratantes automaticamente, sem precisar parar veículos. Assim, o processo se torna mais ágil e eficiente. Além disso, garante maior segurança e controle.
A fiscalização obriga que o algodão seja transportado em diferentes lotes, o que aumenta custos e etapas de logística e consequentemente, a qualidade da fibra pode ser afetada.
Produtores de algodão ganham linha especial para renegociar dívidas rurais
Abrapa cria gerência para expandir negócios e novos usos do algodão
Rally da Safra projeta produção de 4,2 milhões de t de algodão
Além disso, a tabela atual favorece fretes de curta e média distância, elevando o preço final do produto. Portanto, o setor alerta para impactos significativos nos custos e na competitividade do algodão no mercado interno e externo.
Abrapa, Ampa e outras 52 entidades enviaram ofício à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). No documento, pedem revisão da metodologia da tabela e apoio para abrir diálogo técnico com os ministérios da Agricultura, dos Transportes, da Fazenda e com a Casa Civil.
Uma reunião para discutir o assunto ocorrerá em 6 de novembro, às 10h, no Instituto Pensar Agro (IPA).
A tabela de piso mínimo surgiu em 2018, durante a greve dos caminhoneiros, e enfrenta questionamentos legais. Várias ADIs tramitam no STF sem decisão final.
Para Luiz Antônio Pagot, economista da Ampa, a lei não considera a diversidade de veículos nem os diferentes tipos de carga. Com isso, o sistema eletrônico pode gerar multas indevidas. Portanto, as contestações têm base prática e exigem atenção do setor.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
