A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) anunciou a criação da Gerência de Desenvolvimento de Negócios, uma nova estrutura corporativa desenhada para abrir mercados, impulsionar a inovação e acelerar a agregação de valor à fibra nacional. A área passa a ser liderada pela executiva Renata Caixeta, que terá o desafio de conectar a produção do campo às demandas da indústria de transformação, da moda e de novos nichos tecnológicos, no Brasil e no exterior.
A mudança ocorre em um momento emblemático para a entidade, que celebra os 10 anos do movimento Sou de Algodão. A campanha, que se consolidou na promoção da fibra natural junto ao consumidor final e ao ecossistema da moda, servirá como uma das bases para a nova gerência, cujo escopo foi ampliado para cobrir frentes industriais de maior valor agregado.
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“O Brasil já é uma referência mundial na produção e exportação de algodão e queremos avançar também na geração de valor para essa fibra, ampliando mercados, estimulando a inovação e fortalecendo a conexão entre o campo, a indústria e o consumidor”, afirma o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.
A meta édisputar espaço com sintéticos e explorar novas indústrias
Entre as metas prioritárias da Gerência de Desenvolvimento de Negócios está o avanço do algodão natural sobre o mercado de fibras sintéticas (como o poliéster), além do fortalecimento da demanda interna. No entanto, a estratégia vai além do vestuário tradicional.
A equipe liderada por Renata Caixeta já atua na prospecção de aplicações inovadoras para a pluma e seus subprodutos em setores não convencionais, tais como:
Indústria Automotiva: Aplicação em isolamentos térmicos, acústicos e bio-compósitos para interiores de veículos.
Construção Civil: Uso do algodão em materiais isolantes sustentáveis.
Setor Farmacêutico e Materiais Avançados: Utilização da celulose de alta pureza da fibra em insumos médicos e de higiene.
“A missão é ampliar as fronteiras do algodão brasileiro. Vamos fortalecer iniciativas já consolidadas, como o Sou de Algodão, ao mesmo tempo em que buscamos novas oportunidades em setores industriais de alto valor agregado. O algodão brasileiro tem qualidade, sustentabilidade e tecnologia para ocupar espaços cada vez maiores dentro e fora do país”, pontua a nova gerente, Renata Caixeta.
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