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Nova tecnologia combate carrapato direto na pastagem

Tecnologia usa drones e micro-organismos para controlar carrapatos nas pastagens

Nova tecnologia combate carrapato direto na pastagem
Nova fase de testes aconteceu na última semana de abril, no centro de pesquisa da Seapi em Hulha Negra Foto: Fernando Dias/ Ascom Seapi
Foto do autor Jair Reinaldo
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Pesquisadores da Secretaria da Agricultura do RS avançam na validação de uma solução biológica inédita para o controle do carrapato bovino, com aplicação direta nas pastagens por meio de drones. Os testes mais recentes foram realizados em Hulha Negra, na Campanha gaúcha, marcando um novo passo rumo a alternativas mais sustentáveis na pecuária.

O projeto, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, propõe uma mudança no modelo tradicional de combate ao parasita. Em vez de tratar apenas o animal, a estratégia atua diretamente no ambiente, onde o carrapato passa grande parte do seu ciclo de vida.

Controle no ambiente ganha força

A proposta surge para preencher uma lacuna tecnológica no setor. Hoje, o controle do carrapato é majoritariamente feito com produtos químicos aplicados nos animais, apesar de a maior parte do parasita estar presente nas pastagens.

A nova abordagem utiliza micro-organismos do solo, como fungos e bactérias, capazes de atingir o carrapato sem causar danos aos bovinos, ao ser humano ou ao meio ambiente. Esses agentes são aplicados com drones, o que amplia a escala e a eficiência da operação no campo.

Validação em escala real

Iniciado em 2025, o projeto está em fase de testes em condições próximas à realidade do produtor. Atualmente, diferentes tratamentos são avaliados, com foco na eficácia e no custo-benefício da tecnologia.

O monitoramento deve seguir até o inverno, período em que a população de carrapatos tende a diminuir naturalmente, permitindo uma análise mais precisa dos resultados.

A pesquisa também envolve instituições como a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, reforçando a integração entre ciência e produção.

Problema recorrente no estado

O Rio Grande do Sul concentra um dos principais focos de infestação de carrapato bovino nas Américas. A predominância de raças europeias, mais sensíveis ao parasita, aliada às condições climáticas favoráveis, intensifica o problema ao longo do ano.

Esse cenário leva ao uso intenso de carrapaticidas químicos, o que acelera o desenvolvimento de resistência e reduz a eficácia dos produtos ao longo do tempo.

Caminho para uma pecuária mais sustentável

Diante desse contexto, o uso de soluções biológicas ganha relevância como alternativa para reduzir impactos ambientais, custos e riscos sanitários. A proposta da Seapi integra práticas já consolidadas na agricultura ao manejo pecuário, ampliando a visão sobre o sistema produtivo como um todo.

Se os resultados forem confirmados, a tecnologia pode representar uma mudança significativa no controle de carrapatos no campo, alinhando produtividade e sustentabilidade na pecuária brasileira.

Comentários
Vicente P Ceolin
Necessitamos menos químicos às vezes sem efeito e que comprometa menos o ambiente.

Edemilson
mas oque usar para controlar o carrapato no solo , nos temos cavalos tbem e tem aparecido piroplasmose em alguns o que nos deixa muito preocupados

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