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Clima e colheita pressionam preços do café, apesar de exportações firmes

Arábica perde força com safra adiantada, enquanto robusta se destaca no volume.

Clima e colheita pressionam preços do café, apesar de exportações firmes
Com início da colheita e clima favorável, cotações recuam no Brasil e no exterior. Foto: Canva
Foto do autor Francieli Galo
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De acordo com o Agro Mensal, relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA, os preços do café voltaram a cair em maio com o início da colheita brasileira, clima favorável e melhora nas expectativas de safra. O arábica recuou 10,5% em NY (de USD 4/lp para USD 3,7/lp), e o robusta ficou próximo de USD 4,9 mil/t em Londres. No Brasil, o arábica é negociado por cerca de R$ 2.500/sc e o conilon a R$ 1.500/sc.

A melhora nas projeções para a safra brasileira, inclusive pela Conab, reduziu o suporte aos preços. Apesar do veranico de fevereiro, as chuvas até abril foram benéficas. O cenário atual indica condições melhores para a próxima temporada (2026/27), caso o clima continue estável.

O USDA estima produção brasileira de 65 milhões de sacas para 2025/26, aumento de 0,5% frente à safra anterior. A produção de arábica deve cair 6% (40,9 milhões scs), enquanto o robusta deve crescer 15%, para 24,1 milhões scs. No Vietnã, a produção de 2025/26 foi projetada em 31 milhões scs, alta de 7%.

As exportações brasileiras somaram 3,09 milhões de sacas em abril, com o acumulado de 10 meses superando 40 milhões. É possível que a safra 2024/25 tenha sido maior que o previsto, superando a estimativa de 44 milhões de sacas feita pelo USDA

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