O milho ampliou sua presença nas lavouras paranaenses na safra 2025/26. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a área cultivada na primeira safra cresceu 31%, passando de 278,3 mil para 364,9 mil hectares. O desempenho foi favorecido pela maior estabilidade dos preços do cereal em relação à soja, que enfrentou um cenário menos atrativo de comercialização.
De acordo com o agrônomo do Deral, Edmar Gervásio, a mudança de estratégia dos produtores está diretamente ligada ao potencial de rentabilidade da cultura. Ele explica que o milho apresenta capacidade produtiva superior à da soja e, diante de preços mais consistentes, tornou-se uma opção mais interessante para os agricultores.
Com a ampliação da área, a produção da primeira safra ultrapassou 4 milhões de toneladas. O cenário também favoreceu a expansão do milho na segunda safra, que avançou sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo trigo.
Segunda safra deve atingir maior área da história
A segunda safra de milho alcançou 2,9 milhões de hectares cultivados no Paraná, volume 7% superior ao registrado no ciclo anterior e considerado o maior da série histórica estadual. Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis até a colheita, a expectativa é que a produção ultrapasse 17,5 milhões de toneladas.
As geadas registradas recentemente causaram impactos localizados na região Sul do Estado, mas, segundo avaliação técnica, os danos não representam risco significativo para o desempenho geral da cultura. A preocupação do setor permanece concentrada nas próximas semanas, período decisivo para a definição do potencial produtivo das lavouras.
Soja mantém desempenho entre os maiores da história
Enquanto o milho ganha espaço, a soja encerrou a temporada com resultados expressivos. A produção alcançou 21,7 milhões de toneladas, consolidando-se entre as três maiores colheitas já registradas no Paraná.
Somadas, as duas safras de milho podem render mais de 21 milhões de toneladas, reforçando a relevância do cereal para a agricultura paranaense e ampliando as perspectivas para o abastecimento interno e as exportações nos próximos meses.
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