Os preços do milho voltaram a registrar queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, impulsionados pelo início da colheita da segunda safra 2025/26 em importantes estados produtores. Com a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas, compradores seguem afastados do mercado spot, aguardando oportunidades de negociação em níveis mais baixos.
Mato Grosso e Paraná lideram início da colheita
De acordo com o Cepea, a colheita da safrinha ainda está em estágio inicial e concentrada principalmente em Mato Grosso e no Paraná. Mesmo assim, o avanço dos trabalhos já influencia o mercado e contribui para a retração das cotações.
Os preços atuais estão abaixo dos registrados no início da temporada passada. Em Sorriso (MT), a média parcial de maio até o dia 28 ficou 11% menor que a observada em maio de 2025. No Norte do Paraná, a diferença foi de 8%, considerando valores nominais.
Compradores aguardam maior oferta
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A expectativa dos agentes de mercado é que a entrada mais intensa de produto a partir da segunda quinzena de junho aumente ainda mais a disponibilidade do cereal. Diante desse cenário, muitos compradores optam por postergar aquisições, apostando em novas quedas de preços.
Além do avanço da colheita brasileira, o bom ritmo de semeadura da safra norte-americana também tem contribuído para a pressão sobre os contratos futuros do milho, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras e limitando a sustentação das cotações.
Clima não foi suficiente para sustentar o mercado
Mesmo diante de preocupações climáticas em importantes regiões produtoras, o mercado manteve a trajetória de baixa. Entre os fatores monitorados estão as altas temperaturas e a escassez de chuvas em Goiás e em áreas de Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná.
Segundo pesquisadores do Cepea, essas adversidades ainda não foram suficientes para alterar as expectativas de oferta e interromper o movimento de queda observado nos últimos dias.
Exceções aparecem no Sul do país
Enquanto a maioria das regiões registra recuo nos preços, alguns mercados apresentaram comportamento diferente. Em Santa Catarina, as cotações permaneceram firmes, enquanto no Rio Grande do Sul houve valorização.
Nesses estados, a colheita da safra de verão está praticamente concluída, reduzindo a disponibilidade imediata do cereal e contribuindo para uma sustentação maior dos preços locais.
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