O mercado de feijão encerrou maio em ritmo mais lento, após um mês marcado por expressivas valorizações e recordes de preços. Segundo levantamento do Cepea, a última semana do mês foi caracterizada por uma redução na demanda compradora, movimento que impactou principalmente o feijão carioca e trouxe maior cautela às negociações.
Entrada de produto pressiona o feijão carioca
De acordo com os pesquisadores do Cepea, a chegada de lotes comerciais provenientes do Paraná aumentou a oferta disponível no mercado e pressionou as cotações do feijão carioca. Com mais produto disponível e compradores menos ativos, as negociações perderam intensidade nos últimos dias de maio.
A retração da demanda ocorreu justamente após um período de forte valorização dos preços, o que levou muitos agentes a adotarem uma postura mais cautelosa nas compras.
Feijão preto mantém sustentação
Enquanto o feijão carioca enfrentou maior pressão, o feijão preto apresentou comportamento diferente. O produto continuou encontrando sustentação no mercado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo do mês.
Esse cenário reflete diferenças entre oferta e demanda das duas variedades, com o feijão preto ainda beneficiado por um ambiente de menor disponibilidade e interesse consistente dos compradores.
Maio registra recordes de valorização
Apesar da desaceleração observada na reta final do mês, maio foi marcado por um desempenho histórico para o setor. Os preços do feijão carioca atingiram recordes nas médias mensais, enquanto o feijão preto intensificou sua valorização ao longo do período.
Segundo a série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024, tanto o feijão carioca quanto o feijão preto registraram as maiores variações mensais já observadas, consolidando maio como um dos meses mais expressivos para o mercado da leguminosa.
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