O mercado brasileiro de trigo opera sob um cenário de leve ajuste nas cotações e fraca liquidez, influenciado pela postura cautelosa dos triticultores e pelas sucessivas revisões para baixo nas projeções de produção do ciclo atual. Diante do quadro de oferta mais enxuta, os produtores rurais contêm a liberação de novos lotes para comercialização na expectativa de preços mais atrativos, sustentando as pedidas no mercado disponível.
Segundo o acompanhamento do Cepea, o panorama regional apresenta dinâmicas distintas nos principais estados produtores do país:
Rio Grande do Sul: O abastecimento confortável das usinas moageiras e o fraco apetite de compras pela indústria processadora mantêm as cotações sob pressão, limitando o volume de negócios fechados no estado.
Paraná: A menor disponibilidade imediata do cereal de qualidade no mercado spot sustenta os preços praticados nos negócios de grandes lotes.
Revisão da oferta nacional pela Conab
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No plano dos fundamentos de oferta, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo em 4,5% a estimativa para a safra brasileira de trigo em 2026. O volume projetado caiu de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas. Se o número for confirmado até o encerramento da colheita, o país registrará a menor safra dos últimos seis anos, representando uma queda expressiva de 23,5% em comparação com o volume colhido no ciclo anterior.
A contração na produção reflete primordialmente o encolhimento da área semeada na Região Sul — desestimulada pelas margens operacionais comprimidas nas safras recentes — combinada com perdas de produtividade causadas por intempéries climáticas em lavouras do Centro-Oeste.
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