As exportações brasileiras de noz-pecã operam sob um ritmo de desaceleração temporária, influenciadas por gargalos logísticos globais, tensões geopolíticas e aperto nas regulamentações sanitárias de grandes blocos compradores. A conjuntura desafiadora é monitorada pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), em um momento estratégico em que o país projeta colher entre 6,5 mil e 7 mil toneladas na safra de 2026, impulsionada pela maturidade produtiva de novos pomares e pela recuperação das produtividades médias.
No pilar da logística internacional, os conflitos no Oriente Médio desestruturaram as rotas marítimas tradicionais, gerando escassez de contêineres e elevação substancial nos custos dos fretes, fator que comprime as margens operacionais dos exportadores e atrasa o fechamento de novos contratos.
Adicionalmente, o setor acompanha as incertezas regulatórias e tarifárias em dois mercados centrais:
União Europeia: Mudanças nas exigências sanitárias e fitossanitárias criaram barreiras burocráticas rigorosas para o desembarque de nozes no continente, desacelerando os fluxos comerciais do Brasil e de outros países concorrentes.
Estados Unidos: A indefinição sobre o impacto de sobretaxas tarifárias direcionadas a produtos sul-americanos traz cautela. Contudo, a menor oferta de nozes nos EUA e no México pode sustentar preços internacionais mais elevados, abrindo uma janela de oportunidade para a noz-pecã brasileira.
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No mercado asiático, o volume de transações permanece moderado. A expectativa das lideranças do setor é de que o reposicionamento dos compradores e a revisão de normas técnicas destravem as negociações entre os meses de julho e agosto, garantindo o escoamento da safra nacional e ampliando a inserção da pecanicultura brasileira no comércio global.
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