A carne suína vem ampliando sua competitividade frente às principais proteínas consumidas no Brasil, especialmente em relação à carne bovina. Segundo levantamento do Cepea, o diferencial de preços entre as duas proteínas atingiu em maio o maior patamar da série histórica iniciada em 2004.
Na parcial de maio, até o dia 26, o preço da carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo registrou média de R$ 8,68 por quilo, queda de 3,7% em comparação com abril. Em valores reais, corrigidos pelo IPCA de abril de 2026, esse é o menor nível desde outubro de 2018, quando a cotação ficou em R$ 8,54 por quilo.
Segundo pesquisadores do Cepea, a retração nos preços está ligada à demanda interna enfraquecida, cenário que vem sendo observado praticamente ao longo de todo o ano.
Diferença para carne bovina bate recorde
Com a queda da carne suína e os preços ainda elevados da proteína bovina, o diferencial entre a carcaça bovina e a suína alcançou R$ 16,56 por quilo na parcial de maio. O valor representa alta de 2,1% frente a abril e configura o maior patamar já registrado pelo Cepea desde o início da série histórica.
Na prática, quanto maior a diferença de preços entre as proteínas, mais competitiva a carne suína se torna para o consumidor.
A competitividade também avançou frente à carne de frango. O diferencial de preços entre as duas proteínas caiu 23,4% em relação a abril, fechando a parcial de maio em R$ 1,39 por quilo.
Segundo o Cepea, esse foi o menor resultado desde abril de 2022, quando a diferença ficou em R$ 1,15 por quilo. Quanto menor essa distância, maior é a competitividade da carne suína diante da proteína avícola.
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