O agronegócio brasileiro passa por um ciclo de transformação impulsionado pela tecnologia e pelo empreendedorismo. Em 2025, o setor respondeu por 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, movimentando R$ 3,2 trilhões e registrando uma alta de 12,2% sobre o ano anterior, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Paralelamente ao crescimento econômico, a presença da tecnologia no meio rural disparou. O levantamento do Radar Agtech Brasil indica que o volume de startups dedicadas ao setor saltou de 1.125 em 2019 para 2.075 em 2025 — um avanço de 84,4% no período. Em relação a 2024, a alta foi de 5%, confirmando a maturação e a expansão geográfica do ecossistema por diversas regiões do país.
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Propriedades rurais viram polos de validação tecnológica
Pressionados pela necessidade de eficiência operacional, variações de mercado e eventos climáticos adversos, os produtores rurais abandonaram o papel de meros consumidores de insumos para assumir o protagonismo na validação de novas ferramentas. A cooperação entre agricultores, cooperativas e grandes corporações viabilizou o ambiente ideal para o desenvolvimento da inovação aberta.
As principais vertentes que ganham tração no mercado agrícola incluem soluções de agricultura de precisão, inteligência artificial, monitoramento por imagem, biotecnologia, bioinsumos, rastreabilidade de cadeias produtivas, serviços financeiros especializados e plataformas voltadas ao mercado de carbono. Essa diversificação de tecnologias reforça a busca por competitividade e pela gestão eficiente dos recursos naturais nas propriedades.
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