A oferta de mandioca permanece restrita nas principais regiões produtoras do país, mantendo a tendência de valorização nas cotações da raiz e limitando a disponibilidade de derivados industriais. De acordo com pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a retração da oferta é motivada pelo direcionamento das atenções dos produtores para o plantio da nova safra.
Além de priorizarem os trabalhos de semeadura, muitos agricultores têm optado por adiar a comercialização das lavouras mais novas por conta da baixa rentabilidade atual ou da indisponibilidade de áreas que já passaram por poda. A esse cenário soma-se o impacto de precipitações pontuais registradas nos últimos dias, que paralisaram temporariamente a colheita e reduziram o ritmo das entregas nas indústrias.
Preço da mandioca atinge maior média semanal desde maio
Mandioca atinge maior valorização semanal dos últimos quatro meses
Queda no teor de amido reduz rendimento nas fecularias
Somando-se ao menor volume de matéria-prima entregue no campo, o rendimento industrial das raízes também registrou retração nos últimos dias. O Cepea aponta que o teor de amido apresentou uma queda mais expressiva, fator associado ao ciclo vegetativo das plantas, ao mix de variedades comercializadas e às condições meteorológicas recentes.
Essa perda na qualidade da mandioca reduz o rendimento de transformação e limita a produção potencial de fécula e farinha. Segundo os pesquisadores do Cepea, o término do plantio está previsto por grande parte dos produtores para meados de agosto. Espera-se que a redução das chuvas a partir da segunda semana do mês ajude no ritmo das entregas, mas, enquanto a oferta de raízes e o teor de amido seguirem baixos, a disponibilidade de derivados continuará restrita no mercado.
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