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Falta de vacinas preocupa pecuária e mobiliza CNA

Tema foi debatido durante reunião da bovinocultura de corte na Expozebu
Falta de vacinas preocupa pecuária e mobiliza CNA
Reunião da CNA durante a Expozebu discutiu escassez de vacinas e impactos na pecuária Foto: CNA / Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil voltou a alertar para a falta de vacinas no país durante reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte, realizada nesta terça-feira (29), durante a Expozebu, em Uberaba (MG).

O encontro reuniu lideranças do setor para discutir pautas estratégicas da pecuária de corte, com destaque para a escassez de imunizantes, tema que tem gerado preocupação entre produtores e entidades.



Segundo a CNA, a entidade já articula junto ao Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal e ao Ministério da Agricultura medidas para normalizar o abastecimento. A falta de vacinas ocorre após mudanças nas campanhas sanitárias, que levaram à redução de linhas produtivas e exigiram readequações nas indústrias.

De acordo com representantes do setor, a retomada da produção envolve uma série de etapas técnicas e regulatórias, como testes, certificações e distribuição, o que demanda tempo até a normalização completa do mercado.

A previsão é que o fornecimento de vacinas essenciais, como as utilizadas no controle de doenças como brucelose, raiva dos herbívoros e enfermidades clostridiais, seja estabilizado ao longo do segundo semestre deste ano.

Além da questão sanitária, a comissão também debateu outros temas relevantes para o setor, como a distribuição das cotas de exportação de carne bovina para a China. A CNA defende maior equilíbrio no processo e já levou o pleito ao governo federal.

Outro ponto em pauta foram os desdobramentos da 52ª reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa, com ênfase na necessidade de reforçar medidas de biossegurança e vigilância nas propriedades, especialmente diante de casos recentes da doença em outras regiões do mundo.

Para lideranças do setor, o cenário reforça a importância de planejamento e coordenação entre produtores, indústria e governo, a fim de garantir a sanidade dos rebanhos e a competitividade da pecuária brasileira.

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